Salões "verdes" unem estética e consciência ecológica

Salões "verdes" unem estética e consciência ecológica

Atualizado: Terça-feira, 2 Agosto de 2011 as 10:57

Para quem acreditava que não dá para cuidar do mundo e da beleza ao mesmo tempo, está surgindo no país um novo conceito que vai justamente unificar tudo isso. Os "salões verdes" unem a estética com a sustentabilidade.

O compromisso com a preservação do meio-ambiente é a marca registrada desses salões, que integram materiais recicláveis e de baixo impacto na natureza com uma coleta de lixo especifica para os descartes típicos do espaço.

As iniciativas são as mais variadas e, muitas vezes, bem vantajosas para os próprios proprietários. O L'Officiel III, em São Paulo, trocou todas as lâmpadas convencionais por luzes "frias". Mais econômicas, elas esquentam menos, emitindo menos calor no ambiente. Assim, os aparelhos de ar-condicionado não precisam funcionar no máximo, economizando ainda mais na conta de luz no final do mês.

No Rio de Janeiro, um dos poucos salões que adotam esse "selo verde" é o recém-inaugurado "Studio Charles Santos e Vivi Guillaume", em Ipanema, zona sul da cidade. Toda a marcenaria do ambiente é feita com madeira reciclada e os proprietários se associaram a cooperativas de catadores de lixo e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (Coopama). Assim todo o lixo produzido ali tem um "final feliz", por assim dizer.

Além disso, todas as sacolas plásticas do salão também foram substituidas por ecobags descoladíssimas. "A idéia é criar uma campanha incentivando as clientes a trazer os próprios potes de xampu, condicionador e cremes para serem doados à Coopama", informa Viviane, sócia do espaço.

Ela e Charles se inspiraram em uma iniciativa paranaense para criar seu salão. Os donos do "Stylo Hair", em Curitiba, também se uniram a cooperativas de reciclagem para encaminhar o lixo produzido. "A cidade foi pioneira em reciclagem no país e nos orgulhamos de fazer parte desse movimento. O material que doamos é transformado em cartões, blocos e outros artigos de papelaria que a própria instituição comercializa. Além de preservar o meio ambiente, damos nossa contribuição social", diz Ivaldo Lima, um dos sócios.

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