24 de março: Dia Mundial de Combate à Tuberculose

24 de março: Dia Mundial de Combate à Tuberculose

Atualizado: Quinta-feira, 24 Março de 2011 as 8:54

Nesta quinta-feira (24/03), é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose (TB), doença contagiosa que ataca principalmente o pulmão, transmitida pelo ar, em locais pouco ventilados e com aglomerações. De acordo com o diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Dr. Oscarino Barreto Jr., a doença é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, mas com potencial de cura. Entretanto, a desinformação, a dificuldade de aderência da população ao tratamento e a resistência microbiana ao medicamento, são fatores agravantes no controle da TB.

Para garantir a continuidade do tratamento até o fim, o especialista defende a Estratégia do Tratamento Supervisionado da Tuberculose (DOTS), programa internacionalmente utilizado, recomendado pela OMS, que consiste em assistir ao paciente em todo o período terapêutico para erradicação da doença, além de evitar a resistência microbiana do medicamento ministrado, conhecida como tuberculose multi-resistente (MDR-TB). “A estratégia é a principal responsável pela diminuição do abandono do tratamento”, relata o médico de família, que acompanha a pacientes tuberculosos.

Tosse contínua com produção de catarro acompanhado de sangue; febre; suor excessivo pela noite; indisposição e fraqueza; perda de apetite e peso estão entre os principais sintomas. “Durante as duas primeiras semanas de tratamento, o doente ainda pode contagiar outras pessoas, por isso é necessário que proteja a boca ao tossir ou espirrar. É de grande importância identificar o mais rápido possível os infectados, pois um dos maiores reservatórios da bactéria (Mycobacterium tuberculosis ) é o próprio corpo humano. Seguir o tratamento até o fim é fundamental, pois a doença tem cura”

Tuberculose em números

Dos 22 países com maior número de casos no mundo, o Brasil ocupa o 19º lugar do ranking, apresentando 72 mil casos novos por ano e 4,8 mil mortes, de acordo com dados de 2010 do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde (MS). A incidência média é de 37,8 casos por 100 mil habitantes. A meta do milênio é de erradicar a tuberculose até 2050, mas até 2015 o Brasil tem de reduzir pela metade os números de casos e de mortes, conforme pactuado com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Fatores que facilitam o surgimento da doença:

Ambientes suscetíveis à contração de vírus, como hospitais e redes de saúde em geral; ter idade avançada; predisposição genética; desnutrição; e uso de drogas ilícitas, entre outros.

Portadores de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) têm maiores possibilidades de contrair a tuberculose, já que sua imunidade se encontra em um nível muito inferior.

Sobre o Médico de Família e comunidade

Este especialista é responsável por cuidar da saúde da população com base na análise física e do contexto social em que está inserido o paciente, podendo a partir daí não só diagnosticar e tratar, mas, principalmente, prevenir doenças como asma, diabetes, hepatites, depressão, entre outras .

São c onhecidos como o ‘médico de cabeceira’, aquele que não quer saber apenas qual doença a pessoa apresenta, mas sim quem tem determinada doença. Por isso, leva em consideração características como idade, sexo e ambiente social, pontos que interferem na causa das doenças e no prognóstico adequado.

Apesar de pouco conhecido, o médico de família e comunidade (MFC) está presente em todo o Brasil tanto no atendimento privado quanto na esfera pública, em postos de Saúde e no programa Estratégia Saúde da Família, da Atenção Primária à Saúde (APS) do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (PSF/DAB/MS). 

Hoje, existem 31.500 equipes de ESF do país responsáveis pelo atendimento de 99% dos municípios brasileiros. Nestas, há ainda apenas 1.500 médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade atuantes.   

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