90% das crianças menores de sete anos sofrem de otite

90% das crianças menores de sete anos sofrem de otite

Atualizado: Quinta-feira, 18 Junho de 2009 as 12

A inflamação de ouvido ocasionada pelo acúmulo de líquido no sistema auditivo, pode se tornar um grande problema, principalmente entre as crianças menores de 7 anos. Conhecida como otite, a doença pode ocasionar desde uma perda momentânea até uma perda permanente de audição.

Estudos do Centro Auditivo Telex apontam que a otite média atinge aproximadamente 90% das crianças com até sete anos. No inverno, em função de gripes e resfriados, a doença é ainda mais freqüente e de acordo com as estatísticas, 75% das crianças poderão apresentar o mesmo problema até três vezes durante um ano.

A perda de audição provocada por otite é geralmente momentânea e reversível, mas se a infecção for frequente e não for tratada adequadamente pode tornar a perda de audição irreversível. "Por isso, toda criança deve fazer um teste de audição antes de entrar em período escolar. As perdas auditivas causadas pelos quadros de otites podem provocar atrasos no desenvolvimento da linguagem, distúrbios de fala e menor habilidade no aprendizado. Os pais devem ficar atentos se a criança parece muito distraída, não responde logo quando chamada e assiste à TV em volume alto, por exemplo", alerta a fonoaudióloga Isabela Gomes, do Centro Auditivo Telex.

Quando uma criança tem otite, a fisiologia do ouvido para de funcionar. Normalmente, depois de um tempo, se for tratada adequadamente, a criança melhora, mas nem sempre é assim. Se a criança não respira bem pelo nariz, essa comunicação fica prejudicada, devido à tuba auditiva, que é um canalzinho que liga o nariz ao ouvido. Quando ocorrem muitas otites, esse canalzinho permanece entupido, não drena a secreção que se forma e que então se acumula dentro do ouvido, diminuindo a audição. "Quando a perda auditiva é irreversível, o uso de aparelhos auditivos é a única solução para a criança ouvir e não ter comprometido o seu desenvolvimento e desempenho escolar", explica a fonoaudióloga.

Postado por: Felipe Pinheiro

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