Administradora cria projeto doação de cabelos à pacientes com câncer

Administradora cria projeto de doação de cabelos para pacientes com câncer

Atualizado: Terça-feira, 4 Fevereiro de 2014 as 3:12

Hoje é o Dia Mundial do Câncer e nesta data, é divulgado o projeto "Rapunzel Solidária", criado pela administradora de empresas Elizabeth Lomaski. Com a ajuda das colaboradoras do projeto, elas se prontificaram a ajudar pessoas. A iniciativa tem como objetivo arrecadar cabelos para serem doados às portadoras de câncer. O conceito é simples: ao apostar em um novo corte, ao invés de dispensar os fios, elas os guardam para serem usados por quem está passando por tratamento quimioterápico.

Após superar um câncer de mama, Elizabeth decidiu devolver ao mundo, “de forma tangível”, como ela mesma diz, a alegria de ter se livrado do incômodo trazido pelas sessões de quimioterapia – que tem como um dos principais sintomas a queda dos cabelos de todo o corpo.

O projeto Rapunzel Solidária nasceu despretensiosamente, quando Beth, como é conhecida, comentou com uma amiga, a psicóloga Ana Cecília Simões, que deixaria o cabelo crescer para doar às pacientes do Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).
 
A colega gostou da ideia. “Ela me disse, ‘vou cortar o cabelo hoje, então trago para você amanhã”. E foi aí que ela percebeu que poderia ajudar mais gente.
 
doação de cabeloLançado inicialmente através da fanpage do projeto no Facebook (Rapunzel Solidária), no dia 13 de Janeiro, foram contabilizado até o fim do mês, 1500 seguidores.  Atualmente, a média é de 80 pessoas curtindo a página por dia, além de mensagens do Brasil inteiro, de mulheres interessadas solicitando informações. Só no mês de janeiro foram 20 doações, entre elas, de crianças.
 
Quando tudo começou
 
Como Beth sempre teve problemas nas mamas, como cistos e nódulos benignos, fazia o acompanhamento anual, mas, com a doença da irmã, passou a fazer de seis em seis meses. Em 2012, teve o primeiro susto.
 
Uma secreção que saiu do seio esquerdo a levou para o mastologista, quando passou por cirurgia para retirada do primeiro tumor. Na época, alguns médicos a alertavam sobre a possibilidade de tirar os dois seios, de forma preventiva, devido ao histórico de problemas na região.
 
Em 2013, ela foi diagnosticada novamente com tumor nas duas mamas. “Meu mundo caiu. Já pensei em tudo de ruim que minha irmã havia passado, pensei nos meus pais, nos meus filhos. Mas logo perguntei para os médicos: ‘o que tenho que fazer’?”, relembra.
 
Beth foi aconselhada a retirar as duas mamas, por meio da cirurgia de mastectomia, mas, para sua surpresa, não precisou passar por quimioterapia nem radioterapia. “Foi a melhor notícia! Não iria ficar careca nem sentir todos os incômodos que a 'quimio' e a 'radio' causariam. Eu realmente me senti abençoada”, afirma.
 
Até hoje ela toma medicações para prevenir a volta da doença, no entanto, desde então sente vontade de agradecer por sua superação. E foi assim que abraçou a causa. 
 
 
 
Com informações de: Terra

 

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