Alergias de pele podem reduzir risco de câncer, diz pesquisa

Alergias de pele podem reduzir risco de câncer, diz pesquisa

Atualizado: Sexta-feira, 15 Julho de 2011 as 10:15

As coceiras e irritações na pele causam incômodo, mas a boa notícia é que os cientistas descobriram que as alergias ajudam a prevenir o câncer de pele, cérebro e mama. As informações são do Daily Mail . Pesquisadores dinamarqueses concluíram que as pessoas que reagiram com irritações a coisas comuns, como perfume ou níquel, foram menos propensas a desenvolver a doença.

A equipe, liderada pelo Dr. Kaare Engkilde, da Copenhagen University Hospital, estudou um banco de dados de quase 17 mil adultos que fizeram os testes de alergia de contato entre 1984 e 2008. Eles descobriram que pouco mais de um em cada três, equivalente a cerca de 6 mil pessoas, testou positivo para pelo menos uma alergia de contato. A equipe, então, comparou esses resultados aos dados do Registo Oncológico da Dinamarca.

Os pesquisadores descobriram que existiam taxas significativamente menores de câncer de mama e de pele em ambos os sexos, entre aqueles com alergias de contato. Os índices de câncer no cérebro também foram menores entre as mulheres. Estudos anteriores já haviam provado que pessoas com alergias ao pólen e ácaros estão mais protegidas contra a doença.

O resultado do estudo sustenta a hipótese da imunovigilância. A teoria afirma que as pessoas com alergias são menos propensas a desenvolver câncer, pois seus sistemas imunológicos são super sensível. "Talvez haja alguma função de proteção e, portanto, o sistema imunológico é o mais provável para lutar contra certas coisas, incluindo câncer," afirmou o Clifford Basset da NYU Langone School of Medicine à ABC News.

A análise também encontrou altas taxas de câncer de bexiga entre aqueles com alergias de contato. A constatação pode ser o resultado de maiores níveis de metabólitos químicos acumulados no sangue, segundo os pesquisadores. Porém, os autores do estudo afirmam que ainda é muito cedo para tirar conclusões definitivas sobre causa e efeito e mais pesquisas serão necessárias para ajustar outros fatores de risco, como classe social e tabagismo.

fonte: Terra

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