Andropausa, a menopausa masculina

Andropausa, a menopausa masculina

Atualizado: Sexta-feira, 12 Agosto de 2011 as 2:10

  Muito se fala sobre a saúde da mulher, um assunto que sempre está em destaque, com diversas informações de como cuidar da tensão pré-menstrual (TPM), os tipos de câncer, inclusive as alterações hormonais que modificam as funções do corpo feminino, como a menopausa. E se engana quem pensa que só as mulheres sofrem com tais alterações. Pouco se fala sobre os problemas hormonais masculinos, como exemplo a andropausa, que influencia na qualidade de vida masculina.

De acordo com o Dr. Cristovão   Machado  Barbosa, urologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, o termo andropausa é facilmente compreendido, mas na verdade é inapropriado. “É preciso nos conformar com algo que satisfaça a ciência e a necessidade da compreensão das pessoas em geral. O termo médico mais apropriado seria Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino ou DAEM”, informa.

O DAEM é caracterizado pela queda do hormônio testosterona, e acredita-se que 20% dos homens com mais de 50 anos irão apresentar esse declínio, que chega a 1% ao ano a partir dos 30. É diagnosticado em laboratório e pode acompanhar os seguintes sintomas: diminuição gradual da libido e do desejo sexual, diminuição da massa muscular e óssea, depressão e alterações de humor e aumento da gordura corpórea. Por trazer diversas mudanças na vida dos homens essa fase pode causar queda na autoestima e tendência à solidão, fatores que afetam negativamente a vida sexual.

O tratamento mais indicado é a reposição hormonal, que pode melhorar não somente a sexualidade, mas a qualidade de vida em geral, o desempenho mental e do trabalho. “Como alternativas de tratamento, essa reposição pode ser feita por diversas vias, dando-se preferência, até o momento, ao uso intramuscular, com intervalo de duas a três semanas ou aplicações a cada três meses, ou também por meio de adesivos ou gel”, ressalta o Dr. Cristovão Machado Barbosa.

No entanto, devemos ficar atentos para pacientes no qual tal reposição é contra indicada, como por exemplo, os portadores de câncer de próstata que possuem um aumento benigno dessa região, homens com sintomas urinários ou apneia do sono não tratada. Pacientes que fazem reposição hormonal devem ser controlados semestralmente com exames de PSA (Antígeno Prostático Específico), dosagens de testosterona, hemograma, exames de função hepática e toque retal.

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