Anestesia pede atenção antes, durante e depois

Anestesia pede atenção antes, durante e depois

Atualizado: Quarta-feira, 25 Junho de 2008 as 12

Geral, local, peridural ou raquidiana são nomes que a maioria conhece e até discute quando o assunto é anestesia. O que se fala pouco, entre leigos, é sobre os cuidados necessários antes e a após qualquer uma delas. Um serviço de saúde da capital federal decidiu ampliar a assistência anestesiológica, englobando as etapas pré e pós-cirúrgicas.

Com pouco mais de dois anos de funcionamento, o Hospital Dr. Juscelino Kubistchek tem superado os mais tradicionais em termos de inovação - não é à toa que lidera o ranking dos hospitais privados que mais cresceram em 2007. Na instituição, a equipe de Anestesiologia acompanha o paciente cirúrgico durante toda a internação. Antes da cirurgia, um especialista visita o paciente para uma anamnese detalhada e para sanar todas as dúvidas sobre a anestesia, reduzindo assim a ansiedade em torno do procedimento. E é com base no histórico do paciente e nas recomendações do cirurgião, que o anestesista planeja o procedimento anestésico. "O planejamento visa minimizar qualquer possível intercorrência durante a cirurgia. Até o adiamento da operação pode ser definido, como medida de seguran&cce dil;a", destaca Jussyanne Braga, anestesiologista responsável pelo Serviço de Controle da Dor Pós-Operatória do Dr. JK.

Sobre os aspectos relevantes na hora de decidir a anestesia mais adequada, a especialista esclarece que são vários. "É preciso levar em conta se a cirurgia é de emergência ou não, o estado geral do paciente, além da idade e de doenças prévias", comenta. E, durante o procedimento, a vigilância é constante, deve ser constante. "Os sinais vitais, como oxigenação sanguínea, pressão arterial e freqüência cardíaca são a bússola do anestesista", afirma Dra. Jussyanne.

Para controle da dor pós-cirúrgica, o Dr. JK implementou o PCA. "O método utiliza uma bomba de infusão que ministra o analgésico prescrito. A vantagem é que o próprio paciente pode acionar um dispositivo manual e administrar mais uma dose, caso sinta dores nos intervalos da medicação pré-determinada", ressalta a anestesiologista.

Com essas procedimentos e a permanente monitoração do paciente, os efeitos colaterais da anestesia são quase inexistentes. "Dados recentes sugerem que a mortalidade tem se mantido estável na última década, algo em torno de um para 13 mil", afirma Jussyanne. No Dr. JK, as estatísticas são condizentes com a literatura internacional. "A adoção de protocolos e ações sistemáticas reduz a possibilidade de erros e promove, no paciente, melhor recuperação", conclui.

Postado por: Claudia Moraes

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