Aneurisma de aorta pode ser fatal se não for tratado

Aneurisma de aorta pode ser fatal se não for tratado

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 1:26

  Quando o diâmetro de uma artéria ultrapassa mais de 50% do tamanho considerado como normal surge um aneurisma - dilatação anormal da parede de uma artéria – que em estágios avançados, pode romper e causar sangramento interno e pode ser fatal, conforme alerta o cardiologista Fernando Abrão Adura do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André .

A aorta é a principal artéria do organismo e responsável por conduzir o sangue ejetado pelo coração para todos os órgãos. O diâmetro normal está entre dois e três centímetros, mas se chegar a seis centímetros há risco eminente de complicações.

Vários fatores contribuem para a formação do aneurisma de aorta, em especial a aterosclerose - processo inflamatório que leva à deposição de placas de colesterol na parede das artérias, acometendo a sua elasticidade normal. A evolução da aterosclerose pode estar associada a hipertensão arterial, tabagismo, idade avançada, distúrbios hereditários, altos níveis de colesterol e diabetes.

Segundo o Cardiologista o aneurisma de aorta pode manifestar-se em qualquer um dos seus seguimentos - porção torácica ou abdominal - e na maioria dos casos não provoca sintoma, muitas vezes é diagnosticado durante exames de rotina. “Por vezes ele pode levar a sintomas secundários à compressão de estruturas que se localizam próximas a aorta. Os mais comuns são rouquidão, dificuldade para deglutir e dor local”, explica o médico.

Além da ruptura, outra grave complicação é a dissecção da aorta, onde a parede interna sofre uma laceração, porém mantendo o revestimento externo íntegro. Habitualmente provoca uma dor intensa, súbita, irradiada para o dorso, que se não for tratada rapidamente, também é fatal.

Para o diagnóstico os exames mais comuns são o ecocardiograma, tomografia computadorizada, ultrassonografia, angioressonância e o cateterismo cardíaco com aortografia.  

“Todos os pacientes com fatores de risco ou evidência de aterosclerose, que apresentem sintomas sugestivos, devem ser submetidos a exames de triagem para investigação do aneurisma de aorta” alerta o Cardiologista.

Quando diagnosticado precocemente, o tratamento clínico com controle dos fatores de risco possui excelentes resultados evitando a progressão e complicações do aneurisma. Já em fases avançadas pode haver a necessidade do tratamento cirúrgico, cuja decisão depende do diâmetro da aorta, presença de sintomas, demais doenças e do estado clínico do paciente.

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