Aposte na bicicleta no verão; veja benefícios

Aposte na bicicleta no verão; veja benefícios

Atualizado: Segunda-feira, 7 Novembro de 2011 as 8:13

Com a proximidade do verão, aumenta a necessidade de deixar o corpo em forma para ser exibido em trajes mais justos e frescos, que mostram mais pele. Para não fazer feio no vestidinho, muito menos nos trajes brancos do Réveillon, muitos famosos apostam na bicicleta como uma aliada da forma física.  

E segundo o ortopedista e médico do esporte Maurício Póvoa Barbosa, de São Paulo (SP), a escolha é bastante acertada, já que "a modalidade é indicada para todas as pessoas, de todas as idades e com qualquer nível de condicionamento físico, pois é uma atividade que apresenta menor sobrecarga nas articulações se comparada a corrida ou caminhada, diminuindo principalmente a carga sobre a articulação de joelho e coluna, além de ser uma forma de diminuir o estresse do dia a dia, porque libera endorfina e adrenalina, que aumentam a sensação de bem-estar".

Em cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro (RJ), não é incomum encontrar artistas como Luana Piovani, Marcos Palmeira, Fernanda Torres, entre outros, pedalando pela orla. No exterior, Mark Wahlberg, Pierce Brosnan, Debra Messing, Orlando Bloom, David Beckham, Lea Michele, Courtney Cox, Jared Leto e outros também são adeptos do esporte.

"O ciclismo melhora a condição cardiovascular e é um grande aliado na prevenção de doenças cardiovasculares e obesidade. É uma atividade suave para o corpo por não ter impacto e trabalhar com pouca amplitude das articulações", destacou Giba Ambrongi, professor da Bio Ritmo Academia, da capital paulista.

A escolha da bike

Além de ajudar a manter a forma, a bicicleta é ainda um meio de transporte econômico e ecologicamente sustentável, mas é preciso atenção na hora de escolher seu aparelho. "A altura ideal do selim é aquela na qual você consegue pedalar com pequena flexão do tornozelo, sem 'rebolar' o quadril", ensinou o ortopedista, que citou que bicicletas com selim acima da capacidade do atleta podem causar problemas no quadril, além de serem uma ameaça em casos de freadas bruscas, enquanto as que têm o assento muito baixo causam problemas nos joelhos e cansam mais.  

"O guidão também é questão de gosto. Aquelas com guidão como speeds, sprintes ou chifre de bode podem ser boas para competições, mas limitam os movimentos na cidade, causando dores nas costas", disse o médico.

Ambrongi sugeriu que a bicicleta deve respeitar o tipo de terreno no qual será usada (asfalto, terra, trilha etc). "O tamanho do quadro deve ser compatível com a sua estatura e o ajuste do banco e da altura do guidóm deve ser feito de acordo com seu corpo e eventuais limitações."

Praia, campo ou cidade

O professor da Bio Ritmo contou que pedalar na rua "demanda mais energia por ter de vencer a resistência do ar, o atrito do solo e eventuais aclives e subidas do percurso", enquanto a bicicleta ergométrica proporciona um exercício mais controlado. Além disso, "o pedalar ao ar livre, quando comparado à ergométrica nas mesmas condições de tempo e intensidade, proporciona maior gasto calórico".  

Todavia, sabemos que nem sempre é possível sair pedalando por aí, em especial em cidades que não contam com ciclovia e segurança ao ciclista. Barbosa lembrou ainda que o medo de cair também afasta alguns adultos que não venceram as lições de equilíbrio na infância, fazendo com que prefiram a ergométrica.

"O risco de lesões está presente nos dois aparelhos e em ambos, um bom alongamento antes do treino pode prevenir o problema. Na ergométrica, o controle criterioso do peso é fundamental. Nunca pedale sem carga, evitando lesionar os joelhos ou agravar lesões já existentes nas articulações do tornozelo e da coluna", disse o médico, que destacou ainda que o gasto de energia na bicicleta "de rua" e na ergométrica pode ser de quase 50%. "Para uma pessoa de 70 kg que pedala por 30 minutos em uma mountain bike, o gasto calórico será, aproximadamente, de 310 calorias. Por outro lado, se essa mesma pessoa pedalar pelo mesmo período na academia, gastará cerca de 180 calorias. Por isso, para emagrecer, pedalar ao ar livre é uma das melhores opções disponíveis."

Para quem decidir pedalar pelas ruas, Ambrongi ressaltou a importância não só de uma avaliação médica, como também do uso de equipamentos de segurança. "Capacete no mínimo! Quando for pedalar ao ar livre, escolha um percurso com pouco ou nenhum trânsito. Evite as grandes avenidas e horários de maior movimento", frisou. Barbosa lembrou que os exames de rotina, como medição de peso e altura, aferição da pressão arterial, dosagem de colesterol total e frações, triglicerídeos, glicose, entre outros, são essenciais antes de começar a praticar uma atividade física, para transformar o exercício em saúde ao invés de distenções musculares e outros problemas potencialmente graves. "Também é preciso alongar antes de começar qualquer atividade para evitar possíveis distensões", sugeriu.

Para quem ainda ficou em dúvida se vale a pena dar início nas pedaladas, o médico contou que o gasto calórico médio gasto em uma hora de bike é de 200 calorias. Giba Ambrongi falou que o cálculo pode variar com o condicionamento físico do ciclista, intensidade do exercício e local de prática, podendo chegar em até 1000 calorias por hora.

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