Aprenda a conviver bem com a menopausa

Aprenda a conviver bem com a menopausa

Atualizado: Quinta-feira, 20 Janeiro de 2011 as 8:31

Em geral, por volta dos 50 anos, a mulher começa a apresentar sintomas típicos de uma fase conhecida como menopausa que, por definição, é a suspensão do ciclo menstrual por um período superior a um ano.

Essa complicada etapa da vida, que marca o final da idade reprodutiva, em raras vezes passa despercebida, provocando desconfortos físicos e psicológicos. São as terríveis ondas de calor, a sudorese exacerbada e o ressecamento da vagina e da pele, acompanhados de irritabilidade e alterações de humor.

"O que acontece é que o organismo da mulher vai parando de produzir estrogênio. Esse período de irregularidade hormonal é denominado climatério, fase que compreende cerca de 2 anos antes da menopausa (perimenopausa) e vai até dois anos depois dela, podendo variar de mulher para mulher", explica o professor auxiliar da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC e membro da Associação Brasileira do Climatério, Rodolfo Strufaldi.

Ele esclarece que os desagradáveis sintomas são comuns na maioria das mulheres (70%). Mas existem aquelas que passam por essa etapa sem sentir praticamente nada. "Porém, sintomático ou assintomático, é um período que inspira cuidados porque, sem a proteção do estrogênio, também aumenta o risco de eventos cardiovasculares e de osteoporose", alerta.

Para as mulheres que apresentam sintomas, o especialista recomenda a reposição hormonal. Essa terapia pode se estender de 5 a 10 anos. Porém, para as mulheres que não sentem nada, ainda não há consenso internacional sobre a necessidade ou não de se administrar o tratamento.

De qualquer forma, o especialista reforça que, para todas as mulheres no climatério, é essencial uma mudança de hábitos. "Parar de fumar, por exemplo, é importantíssimo para não aumentar ainda mais o risco cardiovascular. Além disso, uma dieta saudável e mais rica em cálcio ajuda contra a osteoporose", afirma Strufaldi. É recomendável ainda que a mulher evite a ingestão de gorduras e carboidratos em excesso, para não aumentar os níveis de colesterol.

Associado a isso, a prática regular de atividade física também é fundamental. Além dos benefícios mais imediatos ao organismo, melhora o humor e a memória. Isso porque o exercício provoca secreção de endorfinas, que funcionam como analgésicos naturais, e também aumenta os níveis de serotonina, um hormônio neurotransmissor que interfere positivamente no estado afetivo da mulher.

"O importante é que ela escolha, orientada sempre por um especialista, a atividade física que seja ideal e que, acima de tudo, lhe proporcione prazer", finaliza.

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