Aspirina pode reduzir risco de Alzheimer

Aspirina pode reduzir risco de Alzheimer

Atualizado: Quinta-feira, 12 Junho de 2008 as 12

Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública de Bloomberg, em Baltimore, realizaram uma revisão de alguns estudos que demonstram que doses regulares de ácido acetilsalicílico ou outros antiinflamatórios não-esteróides diminuem em até 23% as chances de desenvolver o mal de Alzheimer.

De acordo com a publicação da revista especializada Neurology, as conclusões foram baseadas na revisão de seis estudos envolvendo quase 13.500 pessoas, entre as quais 820 apresentaram a doença.

Considerada a doença degenerativa mais comum entre pessoas idosas, o mal de Alzheimer vem sendo estudado por pesquisadores em busca de uma maior compreensão das causas e fatores de risco, além de maneiras de reduzir as chances de desenvolvê-lo.

De acordo com o coordenador do trabalho, Peter Zandi, "os estudos mostraram um risco reduzido de Alzheimer entre os usuários de aspirina", afirmou. Até hoje, vários estudos sugerem que exista um componente inflamatório na doença de Alzheimer, o que leva a crer que os antiinflamatórios possam exercer um papel neuroprotetor, modificando a evolução da doença.

A partir dos anos 70, vários estudos trouxeram novidades à indicação de Aspirina®, que passou a ser considerada uma importante opção na redução de riscos de algumas doenças cardiovasculares (ex. infartos e derrames). A cada ano cerca de 3.500 artigos científicos são veiculados em renomadas publicações, testemunhando o crescente interesse da medicina pelo fármaco. Atualmente, a comunidade científica discute o uso do ácido acetilsalicílico (princípio ativo de Aspirina®) em doenças, como: câncer (mama, ovário, próstata, cólon etc.) e diabetes, entre outras.

Sobre Aspirina®

Aspirina®, fabricada pela Bayer, é o medicamento clássico para o rápido alívio de dores, especialmente dores de cabeça e as associadas aos sintomas de gripes e resfriados. Desde a sua descoberta, em 1899, vários estudos trouxeram novidades na indicação do produto, que passou a ser uma poderosa arma como antiagregante plaquetário, sendo indicada para reduzir o risco de mortalidade em pacientes com suspeita de infarto ou para prevenção secundária de derrames cerebrais.

Postado por: Claudia Moraes

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