Associação da Medula Óssea (AMEO) comemora hoje a conquista de um milhão de doadores do Registro Nacional

Associação da Medula Óssea (AMEO) comemora hoje a conquista de um milhão de doadores do Registro Nacional

Atualizado: Quinta-feira, 28 Maio de 2009 as 12

Em 28 de maio, a Associação da Medula Óssea (AMEO) comemora a marca de um milhão de doadores do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Com esse número, o Brasil passa a ser o 3º maior banco do mundo, atrás da Alemanha (com 3 milhões) e dos Estados Unidos (7 milhões de cadastros).

A festa em comemoração à marca de um milhão acontece em 28 de maio, às 19h, no Espaço Araguari e Eventos (Rua Franz Schubert, 184 – Jd. Europa), com apresentação da Camerata de Cordas do Projeto Guri inaugurando a cerimônia. Estarão presentes representantes de grandes empresas que apoiaram a instituição, solicitantes de campanhas, pacientes, doadores e voluntários. Na data haverá homenagem às empresas que ajudaram a AMEO ao longo de sete anos de existência. O evento também conta com a parceria da ONG SERvindo, que disponibilizará garçons e copeiras.

A AMEO é uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) sem fins lucrativos. Em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a instituição tem papel fundamental no aumento do número de doadores cadastrados no Redome. Em 2002 a associação iniciou suas atividades com o objetivo de viabilizar o transplante de medula óssea. O primeiro passo foi trabalhar para aumentar o Registro Nacional de Medula Óssea (Redome). Naquele ano existiam apenas 12 mil doadores inscritos no Redome.

Os números revelam que a AMEO está no caminho certo. De 2002 a 2009 foram realizadas 162 campanhas e 150 mil doadores foram cadastrados. Nesse período, 146 doares foram reconvocados, com 95% de aceitação. “Isso significa que nosso trabalho está sendo feito corretamente. As pessoas que se cadastram para a doação realmente têm interesse em participar do processo”, afirma a Presidente da AMEO e médica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Dra. Carmen Vergueiro.

Projetos em andamento

Diversas atividades integram a rotina da AMEO. Algumas delas são o recrutamento de doadores, informações através de campanhas em todo o estado de São Paulo e do site www.ameo.org.br, orientação a pacientes e familiares e interação entre profissionais da área. Em 2008, o site da instituição recebeu mais de 14 mil visitas ao mês e mais de 32 famílias e pacientes foram acolhidos.

Para contribuir ainda mais a AMEO pretende iniciar novos projetos neste ano. Muitos pacientes que precisam se tratar na capital paulista não têm onde ficar. Para dar assistência a essas pessoas e seus familiares, a AMEO pretende abrigá-los em uma Casa de Apoio – uma das iniciativas deste ano.

Com o aumento no número de doadores cadastrados não há leitos suficientes para realizar todos os transplantes. Para ajudar no aumento de procedimentos, a AMEO realizou uma pesquisa com gestores de grandes hospitais e promoveu o Encontro sobre Transplante de Medula Óssea entre não aparentados, nos dias 17 e 18 de abril, no Hospital Amaral Carvalho (HAC), em Jaú, quando representantes de 7 hospitais de São Paulo reuniram-se com a finalidade de trocar experiências e buscar soluções para a falta de leitos no Brasil.

Outro projeto que a Associação da Medula Óssea pretende iniciar em 2009 é educativo. Muitas pessoas desconhecem a importância do sangue e não há educação para que os indivíduos tornem-se doadores. Por isso, a AMEO deseja levar informações como esssa a escolas do país e à sociedade em geral, instruindo, educando e preparando cidadãos para vida solidária.

Por dentro da medula óssea

Popularmente conhecida por tutano, a medula óssea é o local de formação de células sanguíneas, está localizada na cavidades dos ossos e é responsável pela renovação/ produção do sangue.

O transplante de medula óssea (TMO) é indicado para o tratamento de doenças que comprometem seu funcionamento, como leucemia, linfoma e mieloma. O TMO é um tratamento em que a medula do paciente é destruída com quimioterapia em alta dosagem. A medula doente é, então, substituída por células-mãe sadias de um doador compatível, a fim de regenerá-la. A maior possibilidade de haver compatibilidade é entre irmãos (25%). No caso de doação entre não aparentados, para cada 10 mil pessoas registradas, estima-se que uma será doadora ou em casos extremos as chances caem de 1 em 1 milhão. Nos Estados Unidos onde existem 7 milhões de doadores registrados, a probabilidade de localização de um doador não aparentado é de 50 a 80%, dependendo da etnia do paciente.

A falta de informação limita o aumento de voluntários com interesse no cadastro para doação de medula óssea. O maior transtorno é causado pela confusão entre os termos ‘medula óssea’ e ‘medula espinhal’. As pessoas desconhecem que o procedimento é simples, pode ser feito em vida, sem nenhum risco para o doador e que a medula óssea se regenera em poucos dias.

Como se cadastrar?

Para se cadastrar como doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. O cadastro consiste no preenchimento de uma ficha de identificação e na coleta de um simples exame de sangue para o teste de compatibilidade (tipagem HLA). Os dados são cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e assim que houver compatibilidade, o doador será chamado para a realização de novos testes sanguíneos.

Em São Paulo, o cadastro pode ser feito no Hemocentro da Santa Casa de São Paulo (Rua Marques de Itu, 579). O horário de atendimento é de 2ª a 6ª, das 7h às 18h; e aos sábados, das 7 às 15h.

Outras informações podem ser obtidas no site da AMEO (www.ameo.org.br ), pelo telefone 11 3333-4424 ou pelo e-mail [email protected]

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