Atividades físicas melhoraram os sintomas depressivos

Atividades físicas melhoraram os sintomas depressivos

Atualizado: Quarta-feira, 17 Março de 2010 as 12

Segundo as estimativas da Organização Mundial de Saúde, para o ano de 2020, a doença arterial coronariana e a depressão serão as duas maiores causas, não só de mortalidade, mas, de incapacidade sobre a população em geral.

A depressão é caracterizada por tristeza, baixa da autoestima, pessimismo, pensamentos negativos recorrentes, desesperança e desespero. Seus sintomas são fadiga, irritabilidade, retraimento e ideação suicida. O humor depressivo pode aparecer como uma resposta a situações reais, diante de fatos desagradáveis, aborrecedores, frustrações e perdas.

Trata-se, neste caso, de uma resposta a conflitos íntimos determinados por fatores vivenciais. A depressão está associada a uma alta incapacidade e perda social. Muitos estudos apontam a possibilidade de pessoas fisicamente ativas, em qualquer idade, apresentarem melhor saúde mental do que sedentários.

Como os exercícios físicos melhoram os sintomas depressivos?  

Entre as hipóteses que tentam explicar a ação dos exercícios sobre a ansiedade e a depressão, uma das mais aceitas é a hipótese das endorfinas. A teoria da endorfina sugere que a atividade física desencadearia uma secreção de endorfinas capaz de provocar um estado de euforia natural, por isso, aliviando os sintomas da depressão. Essa ideia, entretanto, não tem consenso entre os pesquisadores.

Alguns deles, por exemplo, preferem acreditar que o exercício físico regularia a neurotransmissão da noradrenalina e da serotonina, igualmente aliviando os sintomas da depressão. Outra hipótese seria a cognitiva. De natureza eminentemente psicológica, a hipótese cognitiva fundamenta-se na melhoria da autoestima mediante a prática do exercício, sustentando que os exercícios em longos prazos ou os exercícios intensivos, melhorariam a imagem de si mesmo e, consequentemente, a autoestima.

Benefícios dos exercícios físicos em indivíduos com depressão

A condição física se encontra positivamente ligada à saúde mental e ao bem-estar; as depressões dos tipos moderada-grave ou grave e severa podem exigir um tratamento profissional que inclua a prescrição de medicamentos, a eletroconvulsoterapia ou a psicoterapia, e, nesses casos, a atividade física serviria de complemento; no plano clínico, é opinião atual que a atividade física produz efeitos emotivos benéficos em quaisquer idades e sexos; as pessoas em bom estado físico e que necessitem de medicamento psicotrópico podem praticar com total segurança uma atividade física sob vigilância médica.

O tratamento padrão para depressão - psicoterapia e prescrição medicamentosa - é extremamente efetivo, porém a prática de atividade física é uma terapia adjuvante altamente benéfica. As pesquisas demonstram que a prática de exercícios regulares, além dos benefícios fisiológicos, acarreta benefícios psicológicos, tais como: melhoria na sensação de bem-estar, no humor e autoestima, assim como, na redução da ansiedade, tensão e depressão.

Postado por: Felipe Pinheiro

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