Aumenta número de casos de depressão infanto-juvenil na última década

Aumenta número de casos de depressão infanto-juvenil na última década

Atualizado: Sexta-feira, 14 Agosto de 2009 as 12

Nos últimos dez anos, o índice de depressão infanto-juvenil praticamente dobrou, com incidência de 4,5% para 8%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). As causas do transtorno podem ser várias, porém, situações traumáticas, violência urbana e o excesso de atividades aparecem entre as principais. O transtorno apresenta algumas especificidades de acordo com cada faixa etária: o adulto e o adolescente perdem o interesse pelo mundo; já nas crianças observa-se, além de apatia, impossibilidade de brincar e interagir com seus pares e, em alguns casos, surge a hiperatividade. Dentre os principais sintomas estão a alteração de humor, sono e apetite, além da perda de interesse pelo mundo.

Segundo a professora do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ruth Cohen, pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio para a Infância e Adolescência Contemporâneas (Nipiac), a depressão infanto-juvenil, se não for tratada corretamente, pode desencadear psicopatologias como anorexia ou bulimia. Por isso, os pais devem estar atentos a rotina dos filhos, procurando observar mudanças de seu comportamento. Pesquisas mostram que, em situações mais graves, a combinação entre medicamentos - cuidadosamente prescritos e controlados - e psicoterapia pode ser muito eficaz. Em casos menos severos, porém, a psicoterapia e o apoio da família costumam ser suficientes.

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