Auxiliar de enfermagem confessa aplicação de vaselina em vez de soro

Auxiliar de enfermagem confessa aplicação de vaselina em vez de soro

Atualizado: Quinta-feira, 9 Dezembro de 2010 as 8:35

Auxiliar de enfermagem confessou ter aplicado vaselina no lugar de soro na menina Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos, no Hospital São Luiz Gonzaga, na Zona Norte de São Paulo. Ela prestou depoimento, por cerca de três horas, na tarde desta quarta-feira, 8, no 73º Distrito Policial, no Jaçanã. A mulher de 26 anos estava acompanhada por dois advogados e não falou com os jornalistas.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a auxiliar de enfermagem afirmou que pegou o frasco com vaselina em um armário em que normalmente eram armazenados apenas os frascos de soro e que por isso, ela não leu o rótulo. O delegado-assistente Antônio Carlos Corsi Sobrinho, do 73º DP, irá questionar o hospital sobre o armazenamento das medicações. Ele também vai esperar a conclusão dos laudos e o resultado da perícia nos frascos, realizado pelo Instituto de Criminalística (IC), para concluir o inquérito.

A assessoria da SSP-SP não confirmou se a auxiliar de enfermagem já foi indiciada por homicídio culposo - quando não há intenção de matar. Antes do depoimento, Corsi Sobrinho havia afirmado que ela poderia ser indiciada ainda hoje. A pena prevista para esse crime é de um a três anos de detenção.

Além da auxiliar de enfermagem, prestaram depoimentos dois médicos e o chefe de enfermagem que trabalhavam no plantão da sexta-feira (3) com a auxiliar de enfermagem. Corsi Sobrinho afirmou que a suspeita de ter cometido o engano trabalha no hospital há dois anos.

O nome dela está sendo mantido sob sigilo. Ela é a mesma mulher indicada, por meio de foto, pela mãe da menina. No fim de semana, Stephanie chegou ao Hospital São Luiz Gonzaga, na Zona Norte de São Paulo, com sintomas de virose e morreu depois de receber vaselina líquida, em vez de soro, na veia. Ela chegou a ser transferida para a Santa Casa, no Centro, mas não resistiu.

Depois da troca dos medicamentos, o superintendente da Santa Casa, que administra o Hospital São Luiz Gonzaga, disse que a entidade pretende usar rótulos ou até vidros diferentes para guardar vaselina e soro. A medida deve ser tomada para que o erro não volte a acontecer.

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