Azeite de oliva reduz problemas de circulação nas pernas

Azeite de oliva é responsável por reduzir de problemas de circulação nas pernas

Atualizado: Quarta-feira, 22 Janeiro de 2014 as 1:45

Manter uma alimentação de qualidade já parte da vida de quem deseja um corpo saudável. Substituir temperos ricos em gordura por mais leves, é uma boa saída para prevenção de doenças. Para quem sofre de problemas de circulação cardiovasculares, pode começar a consumir azeite de oliva nas refeições. O estudo chamado Predimed, revelou que, por ser rica em azeite de oliva, esse tipo de nutrição reduz em mais da metade o risco de problemas circulatórios nas extremidades, o que os médicos chamam de doença arterial periférica (DAP).

azeite de oliva reduz problemas de circulação nas pernasO estudo concluído foi publicado no "Journal of the American Medical Association" e segundo responsável Martínez-González, os resultados “são os mais espetaculares do Predimed” até o momento: em pessoas com risco cardiovascular, a incidência de DAP cai 66%.
 
A DAP afeta 5% da população mundial com idade acima de 50 anos. Ela acomete sobretudo os fumantes, mesmo que já tenham parado, os diabéticos e aqueles que sofrem com problemas de pressão e colesterol alto.
“As artérias acumulam placas de aterosclerose, se tornam estreitas e se obstruem. Acontece geralmente nas artérias das pernas”, escreveu Miguel Ángel Martínez-González, investigador do estudo financiado pelo Instituto de Saúde Carlos III, de Madri, e professor de Medicina Preventiva da Universidade de Navarra, em Pamplona. “A dificuldade da circulação continua, produz dores ao caminhar, pode gerar úlceras e feridas que não cicatrizam, infecção nos pés e até mesmo gangrena. Em caso graves, pode levar à amputação do pé”.
 
O estudo analisou dados de 7.435 participantes por quatro anos. Segundo artigo do “Jama“, “o risco de problemas de circulação praticamente desapareceram”.
Os voluntários foram divididos em três grupos. Os alimentados com a dieta mediterrânea foram divididos em dois: para 2.539 pessoas foi dado mais azeite de oliva e para 2.452 a oferta era de frutos secos extras. O terceiro grupo foi formado por 2.444 pessoas que receberam uma dieta com pouca gordura, limitando o uso de azeite.
“Observamos que entre as pessoas que seguiram a dieta mediterrânea, os que receberam mais azeite reduziram em 66% os casos de DAP e entre aqueles que ganharam mais frutos secos o risco caiu em 50%”, afirmou Martínez-González.
 
Com informações de: O Globo

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