Biópsia de próstata aumenta risco de internação

Biópsia de próstata aumenta risco de internação

Atualizado: Sexta-feira, 14 Outubro de 2011 as 1:34

Os pesquisadores examinaram registros do programa americano de assistência a idosos Medicare.

Foram analisados os registros médicos de 17.472 homens com idade média de 73 anos que haviam realizado o procedimento de biópsia de próstata e de um grupo de controle de 134.977 homens com idade correspondente, selecionados em um dia aleatório. Em seguida, os cientistas compararam a frequência de internação dos dois grupos durante os 30 dias subsequentes. No total, 2,9% dos homens do grupo de controle foram hospitalizados.

Essa taxa foi de 6,9% para os pacientes que realizaram a biópsia. A exclusão dos pacientes internados para tratamento de câncer de próstata não alterava os resultados --era apenas a biópsia e não o tratamento que levava à internação.

Em todo o procedimento de biópsia de próstata existe o risco de uma bactéria do reto entrar na próstata e cepas resistentes podem causar problemas graves. Os autores estimam que com um teste aleatório será possível descobrir que a biópsia leva à internação após um mês de uma a cada 24 pessoas que realizam o procedimento.

"É preciso que se discuta de forma exaustiva com o paciente que irá se submeter ao exame sobre o uso recente de antibióticos, internações recentes e qualquer outro dado que informe sobre o risco de ele possuir cepas resistentes", afirma Stacy Loeb, principal autor do estudo e professor de urologia da Universidade de Nova York.

"Porém, se o paciente for um homem que de outra forma seria saudável e irá se beneficiar do tratamento, ele não precisa ter medo de realizar o procedimento", afirma.

O relatório aparece na edição de novembro da revista "The Journal of Urology".

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