Boa alimentação combate o estresse

Boa alimentação combate o estresse

Atualizado: Terça-feira, 13 Maio de 2008 as 12

Contra o grande mal do século XXI, uma receita do tempo das avós das nossas avós: comer bem. Alimentar-se com inteligência é uma das melhores estratégias para nos protegermos das situações de estresse a que somos expostos no dia-a-dia. Pois engana-se quem pensa que só a mente sofre - o corpo também sente a pressão, e muito.

"A alimentação, normalmente, é uma parte do nosso cotidiano que negligenciamos. No lugar da refeição tradicional, com ingredientes variados e em ambiente calmo, preferimos os lanches, muitas vezes consumidos diante do computador ou da TV", avalia a nutricionista clínica da Levíssima Consultoria em Nutrição e Qualidade de Vida, Fernanda Brunacci Della Rosa.

"Diante deste cenário, por mais que a alimentação não esteja tão diretamente ligada ao estresse, alguns hábitos alimentares acabam contribuindo para o agravamento do quadro e até para uma piora da saúde de um modo geral", diz ela.

Emocionalmente, cada indivíduo responde ao estresse à sua moda. Entretanto, a maneira como nossos corpos se comportam diante de uma situação estressante é muito semelhante. O estresse dá início a uma série de reações fisiológicas que são capazes de levar a um desequilíbrio interno. E as conseqüências dessa desordem são especialmente sentidas por quem se alimenta de forma desregrada.

"Uma alimentação desequilibrada favorece o estresse por meio de vários mecanismos", explica o clínico geral e especialista em terapia cognitivo-comportamental, Marcelo Dratcu. "A falta de nutrientes como o ferro e as vitaminas atrapalha o bom funcionamento do organismo; o excesso de calorias aumenta o peso e intensifica a ansiedade. Comer mal sobrecarrega o físico, ameaçando a saúde do coração."

Tome nota: estresse crônico aumenta a produção de colesterol e pode comprometer, também, a síntese de alguns hormônios, levando a uma alta nas taxas de LDL (colesterol ruim) e triglicérides. Dores de cabeça, esquecimentos, taquicardia, palpitações, contraturas musculares, falta de ar, mãos frias, crises de choro e mau humor - tudo isso é sinônimo de estresse. E o mais irônico é que ele existe, em sua forma extrema, para nos ajudar.

"Frente a um estímulo causador de estresse, uma ameaça real à integridade física do indivíduo, há uma descarga de hormônios na corrente sangüínea, principalmente de adrenalina. Ocorrem modificações fisiológicas para prepará-lo para enfrentar tal situação, como o fortalecimento da musculatura, o aumento das batidas do coração e dos movimentos respiratórios", afirma o especialista. É como se o corpo ficasse em alerta.

Postado por: Claudia Moraes  

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