Brasil vai vacinar crianças, idosos e grávidas contra gripe A em 2010

Brasil vai vacinar crianças, idosos e grávidas contra gripe A em 2010

Atualizado: Quarta-feira, 2 Dezembro de 2009 as 12

 Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta terça-feira, 1º de dezembro, que grávidas, idosos, crianças pequenas e portadores de doenças crônicas formam a parcela da população que receberá a partir do ano que vem a vacina contra o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína.

Temporão ressaltou que a estratégia do ministério para o combate à doença ainda não está fechada e que a campanha de imunização só deve começar em abril.

- Há uma dúvida ainda sobre [vacinar] a população com idade entre 20 a 39 anos, e essa questão está sendo analisada, afirmou, referindo-se à faixa etária que registrou alto índice de contaminação pelo vírus da gripe suína no inverno.

- Estamos analisando todos os fatores com as sociedades brasileiras de Obstetrícia, de Pediatria e de Infectologia. O ministério vai ouvir os especialistas para construir sua estratégia.

Temporão lembrou de que a vacina exige tempo longo de produção e que os primeiros lotes serão entregues ao ministério em janeiro e fevereiro, por isso a campanha não iniciaria antes de abril.

- Tivemos queda substantiva [da contaminação por H1N1] e estamos nos preparando para possível segunda onda da gripe, a partir do inverno do ano que vem. Estamos comprando vacinas, estocando medicamentos, treinando pessoal, comprando equipamentos para ampliar o número de leitos de UTI, enfim, estamos planejando tudo o que precisa ser feito com uma equipe dedicada ao assunto.

O ministro ressaltou que ainda não há motivos de preocupação a respeito das mutações que o vírus sofreu, detectadas na Itália e na Coreia do Sul.

- Não há nenhuma evidência nem de que essas cepas mutantes sejam mais graves e nem de que sejam resistentes aos medicamentos disponíveis. Temos que aguardar mais estudos para traçar nossa estratégia. Até o momento nada muda nem do ponto de vista do comportamento do vírus nem do ponto de vista dos medicamentos que temos à disposição.

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