Brasileiro desenvolve vacina experimental contra o HIV

Brasileiro desenvolve vacina experimental contra o HIV

Atualizado: Quinta-feira, 25 Outubro de 2012 as 9:15

 

vacina aidsSíndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA ou AIDS, mais comum no Brasil) é uma doença do sistema imunológico humano, causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Considerada uma pandemia, estima-se que em 2007, 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo.  Não existe nenhuma cura ou vacina para esse vírus que assola a humanidade, principalmente a da África.

Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos, testada em ratos, é fruto do árduo trabalho do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, que conseguiu manter os níveis do vírus da AIDS (HIV-1) abaixo dos níveis detectáveis, informou a nessa quinta-feira (25), a revista “NATURE”.

Esse estudo experimental, composto por cinco potentes anticorpos, foi desenvolvido pela equipe do cientista brasileiro e membro da academia Americana de Ciências na Universidade de Rockefeller em Nova York.

Ratos ‘humanizados’ foram utilizados para que a pesquisa desse certo, já que dispõe de um sistema imunológico igual ao do humano, permitindo que sejam infectados com o vírus do HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.

Os cientistas observaram que desde o início do tratamento a carga viral caiu para níveis abaixo do nível detectável, e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento.

E m seguida, o cientista brasileiro comparou os resultados obtidos com o tratamento com uma combinação de três anticorpos e a de monoterapia. Os níveis mantiveram-se baixos até 40 dias após o tratamento com os três anticorpos, e com a monoterapia só permitiu-se que o vírus não fosse detectável durante o tempo em que o rato estava recebendo o tratamento, cerca de duas semanas.

"O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em ratos 'humanizados', por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos", defendeu o especialista em seu artigo.

Apesar de resultados promissores e esperançosos, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo.

Com informações de Jornal dia a dia

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