Câmaras de bronzeamento aumentam risco de câncer

Câmaras de bronzeamento aumentam risco de câncer

Atualizado: Segunda-feira, 19 Dezembro de 2011 as 11:11

Uma pesquisa feita na Universidade de Yale verificou que o uso de câmaras de bronzeamento aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele entre jovens. Os pesquisadores do Centro de Câncer de Yale descobriram que pessoas jovens que praticaram esse tipo de bronzeamento artificial têm um risco 69% maior de desenvolver o carcinoma basocelular antes dos 40 anos. A associação foi ainda maior entre mulheres. 

O carcinoma basocelular é um tipo de câncer de pele extremamente comum, aparecendo mais que todos os outros tipos combinados. Ele tem um baixo índice de mortalidade, pois raramente sofre metástase, mas pesquisas mostram que ele é cada vez mais comum, principalmente entre mulheres. Seu maior fator de risco é a exposição a raios ultravioletas. As câmaras de bronzeamento emitem justamente radiação ultravioleta para produzir seu efeito cosmético. 

A pesquisa, que entrevistou 750 pessoas com menos de 40 anos, foi publicada no Jornal da Academia Americana de Dermatologia. Segundo os cientistas, aproximadamente 25% dos casos de desenvolvimento precoce do câncer poderiam ser prevenidos caso não houvesse o uso das câmaras. Entre as mulheres, a porcentagem sobe para 43%. 

Esse estudo vem se somar a outros que ligam o uso da câmara ao desenvolvimento do melanoma, um tipo mais raro, mas mais perigoso, de câncer de pele. “O mais importante é que esse tipo de bronzeamento é um comportamento que as pessoas podem mudar. Nossa pesquisa mostra que reduzir a prática pode significar uma redução significativa na incidência desses dois tipos de câncer”, diz Leah M. Ferrucci, autora do estudo e pesquisadora da Escola de Saúde Pública de Yale. Os pesquisadores defendem uma regulação maior do governo quanto ao uso das câmaras. Nos Estados Unidos, onde a pesquisa foi feita, 30 milhões de pessoas usam o método de bronzeamento, principalmente mulheres jovens. No Brasil, o uso da câmara está proibido desde 2009 por determinação da Anvisa.

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