Campanha de diagnóstico e prevenção de osteoporose realiza 360 atendimentos

Campanha de diagnóstico e prevenção de osteoporose realiza 360 atendimentos

Atualizado: Sexta-feira, 12 Setembro de 2008 as 12

Em agosto, a Secretaria de Saúde de Santo André concluiu a primeira etapa da Campanha Interdisciplinar de Diagnóstico e Prevenção da Osteoporose, promovida pelo Programa de Saúde do Adulto e Idoso na Unidade de Saúde da Família de Vila Linda, tendo como público-alvo mulheres que já chegaram à menopausa (a partir dos 50 anos) e homens com mais de 65 anos.

Naquele mês, os participantes da campanha passaram por exames que tinham como objetivos identificar o início da perda da massa óssea, avaliar o risco de fraturas, instituir a terapêutica adequada, detecção precoce e orientar sobre medidas preventivas de quedas, alimentação saudável e prática de atividade física, reduzindo internações e mortes em decorrência de complicações por fratura de fêmur em idosos.

Nessa primeira etapa, a Secretaria de Saúde de Santo André realizou 360 exames, sendo que 237 estavam dentro da normalidade, 114 acusaram osteopenias (diminuição da densidade mineral óssea, estágio anterior à osteoporose) e nove osteoporose. Segundo os organizadores da campanha, o impacto final poderá ser conhecido ao avaliar os resultados dos exames laboratoriais e da densitometria solicitados para os casos com osteopenia e osteoporose. A campanha prossegue em outubro, entre os dias 20 e 24, na Unidade de Saúde do Parque Miami (R. Estrada do Pedroso, 5151 - tel. 4453-7548).

A osteoporose - Mais de 30% dos idosos sofrem algum tipo de queda pelo menos uma vez por ano. Este número chega a 50% em pessoas acima de 85 anos. A maior ameaça à saúde dos idosos é a osteoporose, uma doença que evolui silenciosamente, sem causar dores ou apresentar sintomas em sua fase inicial. A osteoporose caracteriza-se pela perda progressiva da massa óssea, tendo como conseqüência as fraturas por trauma leve. Sua principal causa é a diminuição dos hormônios sexuais, o estrógeno na mulher na pós-menopausa, e a testosterona no homem, durante o envelhecimento. O uso de corticóides por mais de seis meses, o uso crônico de alguns antiácidos, o sedentarismo, o alcoolismo, as doenças gastrointestinais que dificultam a absorção de cálcio e a intolerância à lactose são fatores de risco.

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