Campanhas incentivam a doação de sangue

Campanhas incentivam a doação de sangue

Atualizado: Segunda-feira, 23 Novembro de 2009 as 12

O final do ano está chegando e, com ele, aumenta a preocupação dos hemocentros em todo o país em não deixar faltar sangue em seus estoques. Dados da Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde apontam que há uma queda de cerca de 30% das doações entre dezembro e fevereiro, época em que as pessoas costumam sair de férias.

A situação é ainda mais complicada porque, justamente nesse período, ocorrem mais acidentes de trânsito e nas estradas - situações em que os hospitais mais precisam de sangue.

Para contornar a situação, os hemocentros de todo o país, com o apoio do Ministério da Saúde, aproveitam o dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Doador Voluntário, para criar ações que estimulem a doação. São propagandas na mídia e campanhas que visam informar a população sobre a importância de doar sangue. A Secretaria da Saúde de São Paulo, por exemplo, em parceria com a Cruz Vermelha de São Paulo, criou o Projeto Clube 25, voltado para o público jovem.

Esse tipo de campanha é importante para que o Brasil atinja os níveis de doação preconizados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de 3% a 5% por ano. Por aqui, esse percentual é em torno de 1,8% a 2%. Para Frederico Carbone, médico da equipe técnica da Hemorrede, da Secretaria de Saúde de São Paulo, é preciso criar o hábito de doar.

- Nos Estados Unidos e Europa a sociedade é acostumada a doar sangue, pois já passaram por muitas guerras, situações que precisam de muito sangue para doação. Aqui no Brasil ainda falta esse amadurecimento, as pessoas precisam saber que um gesto simples pode salvar vidas.

O administrador Carlos Hadba, 39 anos, que costuma doar sangue desde os 20 anos, já passou pela experiência de doar sangue no Brasil e nos Estados Unidos, onde morou por alguns anos.

- Lá é muito comum as pessoas doarem e tem postos em todo lugar. Doava quatro vezes por ano. Aqui no Brasil tenho minha ficha no hemocentro de São Paulo e já doei até em hospitais. Acho que com isso faço uma boa ação, é legal saber que estou ajudando alguém.

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