CardioGenomic: o que dizem os genes sobre a saúde do seu coração

CardioGenomic: o que dizem os genes sobre a saúde do seu coração

Atualizado: Segunda-feira, 7 Julho de 2008 as 12

Por mais que o ser humano resista em compreender a influência do estilo de vida como determinante da saúde cardiovascular, as evidências científicas são cada vez mais contundentes em revelar que ter um coração saudável ou doente é uma questão de escolha pessoal e não uma fatalidade. A Sociedade Européia de Cardiologia definiu como epidemia global e crescente a mortalidade por doenças cardiovasculares, em geral, e pelo infarto agudo do miocárdio, em especial. De acordo com as estimativas da entidade, nas próximas três décadas, a incidência da doença irá quase dobrar globalmente, passando de 85 milhões de incapacitações anuais, registradas em 1990, para 160 milhões, em 2020. O mais alarmante desta estimativa é o fato de que 80% dessas ocorrências recairão sobre os países em desenvolvimento, grupo no qual o Brasil está incluído.

O aumento das doenças cardiovasculares em países em desenvolvimento resulta de três fatores principais: a queda da mortalidade por doenças infecciosas, o que aumenta a expectativa de vida; mudanças no estilo de vida associadas à urbanização nas nações em desenvolvimento e, em especial, à susceptibilidade genética de certas populações expostas anteriormente às situações de privação, com seleção de genes que favorecem o estoque de energia e obesidade. "Estamos vivendo mais, adoecendo menos por causas infecciosas e sobrevivendo incautamente, nos expondo de maneira ingênua às dietas aterogênicas e hipercalóricas associadas à inatividade física, ao tabagismo e ao estresse da vida moderna", alerta o geriatra Eduardo Gomes, diretor da rede de Clínicas Anna Aslan.

Hoje, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a principal causa de mortalidade no Brasil é o AVC (acidente vascular cerebral), seguido pelo IAM (infarto agudo do miocárdio). Nas regiões Sul e Sudeste, o infarto torna-se a principal causa, seguida pelo AVC. "Sabemos que a maioria das mortes por doenças cardiovasculares, em geral, e por infarto agudo do miocárdio, em especial, poderia ser evitada, caso houvesse uma intervenção precoce no sentido de esclarecer e mudar o estilo de vida destes pacientes", defende o médico.

O estilo de vida de uma pessoa é influenciando por muitos fatores: pela prática de atividade física, pelo tabagismo, pela alimentação... "A alimentação é de fundamental importância na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares, uma vez que interfere nos vários mecanismos causadores das doenças do coração, tais como: o aumento do colesterol e da pressão arterial, a tendência para arritmias cardíacas, a redução da sensibilidade à insulina e o aumento do peso corporal", destaca médico Eduardo Gomes, que também é especialista em terapia ortomolecular.

Teste a saúde do seu coração

"A prevenção de doenças só é possível ser realizada quando conseguimos esclarecer as pessoas das possibilidades de realizarmos modificações em seu estilo de vida, sem que isso signifique a restrição total de seus prazeres ou de suas atividades sociais. O exame que estamos disponibilizando em nossas clínicas - o Genovations - é uma referência no campo da medicina preventiva, pois identifica através da análise do material genético os riscos de doenças de cada paciente e aponta ações para proporcionar-lhe uma vida melhor. A prevenção é baseada na efetividade individual, ou seja, num tratamento personalizado para cada paciente", explica o geriatra Eduardo Gomes.  

Como é feito o teste

"Utilizando uma pequena amostra de material genético, por meio da coleta de sangue, o exame avalia fragmentos do código genético de cada paciente", explica o médico. A coleta de sangue é realizada no Brasil e enviada para análise no laboratório Genova Diagnostics, localizado em Asheville, nos Estados Unidos. O tempo médio de espera pelo resultado é de 30 dias.

O resultado do exame não é enviado para a casa do paciente. É entregue na clínica onde foi feito. "Esta medida propicia ao médico a oportunidade de fazer a leitura e a correta interpretação das informações contidas nos resultados dos exames ao lado do paciente", explica o geriatra Eduardo Gomes.

Postado por: Claudia Moraes  

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