Cartunista conta como humor a ajudou a encarar o câncer

Cartunista conta como humor a ajudou a encarar o câncer

Atualizado: Terça-feira, 25 Outubro de 2011 as 9:21

Amy descobriu o tumor em 2009. O tratamento de um ano incluiu cirurgia, quimioterapia, uma droga experimental, outra operação para remover um tumor do fígado (metástase) e mais químio.

Autora do livro "Cancer is so Funny", ela retrata por meio de desenhos seus medos, angústias e alegrias durante o tratamento.

Alguns desses trabalhos estão no blog cancerissofunny.blogspot.com.

Foto: Leo Murray/Divulgação Amy Marash, 60, posa com águia em viagem à Mongólia

Como é possível fazer humor com câncer?

Amy Marash - Não acho que haja algo "bom" sobre câncer. Mas já que eu me vi presa a essa doença estúpida, decidi insultá-la e fazer piada sobre ela. O humor me ajuda a tratar a doença com menos peso. O câncer me amedronta, mas não me domina.

Que reação você tem do público sobre os seus cartuns?

Algumas pessoas não querem rir do câncer, mas tenho recebido muito apoio ao blog. Nunca quis ofender ninguém. Tenho muitos fãs com câncer colorretal avançado, que estão passando pela mesma situação que eu já enfrentei.

Quais foram seus piores e melhores momentos na doença?

O pior foi um dia em que eu estava jogada na cama, preocupada com o fato de que os médicos iam cortar meu corpo franzino e eu ia morrer de qualquer maneira. Pensava em deixar meu marido e minhas duas filhas órfãs (o pai delas morreu há cinco anos). Mas quando meu oncologista disse que eu tinha chance de ficar curada, me agarrei a isso e minha vida melhorou.

O melhor momento foi quando abri meus olhos após a segunda e maior cirurgia e percebi que ainda estava viva, que não precisaria mais fazer cocô na bolsinha e não havia mais tumor dentro de mim. Sentia-me feliz com as mais pequenas coisas, como fazer caminhadas com meu marido, ouvir o canto dos pássaros ou comer cupcakes.

Quais são seus planos?

Eu me sinto ótima. Acabei de lançar meu livro. Quando as pessoas o compram, a contribuição vai para entidades de apoio aos pacientes com câncer. Meu objetivo é celebrar os 50 anos da minha filha. Ela tem 20 agora. Tenho um longo caminho até lá.

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