Casos de malária em Manaus dobram em janeiro

Casos de malária em Manaus dobram em janeiro

Atualizado: Quinta-feira, 11 Fevereiro de 2010 as 12

No title Em Manaus, no primeiro mês de 2010, a incidência de malária aumentou 106% em relação a janeiro de 2009.

A doença vem se espalhando principalmente nos bairros próximos a áreas de floresta. É na mata que o mosquito encontra o ambiente perfeito para se reproduzir. Casas erguidas perto destes criadouros deixam os moradores mais vulneráveis todo início e fim do dia.

No ano passado, foram mais de 304 mil casos da doença no Brasil -quase todos na Região Norte, onde está concentrada.

De modo geral, o número vem caindo no país. Mas ainda preocupa em alguns lugares, como a capital amazonense.

Na casa da empregada doméstica Jovelina Neves, todos já tiveram malária várias vezes: "Sente-se muita dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar. Eu já choro quando sinto os sintomas. Começo a chorar porque já sei que é malária", conta.

É no começo e no fim do dia que o mosquito pica com mais frequência. Se o inseto estiver contaminado, passa a malária adiante. Ao desenvolver a doença, a pessoa contamina um outro mosquito e dá seguimento ao ciclo de contágio.

Por isso o combate ao mosquito deve ser contínuo. Mas a dona de casa Vera Lúcia Vieira diz que no ano passado quase não viu os agentes de saúde em seu bairro: "Eles vão para a estrada. A malária de lá acalma. Aí começa aqui", relata.

Para a Fundação de Vigilância em Saúde, o aumento da doença em Manaus está relacionado ao crescimento desordenado da cidade.

As invasões de terrenos e medidas de controle não aplicadas na medida certa podem estar propiciando uma maior população de mosquitos, indica o presidente da Fundação de Vigilância Sanitária Belarmindo Albuquerque.

Agora, como forma de controlar a malária, serão colocadas telas em mais de 5 mil casas e distribuídos 70 mil mosquiteiros. Estão previstos ainda investimentos no diagnóstico precoce e na borrifação de inseticidas.

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