Chega a 60 número de mortos pela gripe suína na Argentina

Chega a 60 número de mortos pela gripe suína na Argentina

Atualizado: Segunda-feira, 6 Julho de 2009 as 12

A Argentina confirmou neste domingo, dia 5, que chegaram a 60 as mortes pelo vírus Influenza A (H1N1), causador da gripe suína. O país continua com o maior número de mortes na América do Sul, enquanto o governo ainda se esforça para conter o avanço da doença.

Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde Juan Manzur assustou o mundo ao afirmar que o número de casos de infecção da doença poderiam passar dos 100 mil --mais do que todos os casos registrados no mundo pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de 89.921 pessoas afetadas. Oficialmente, o governo confirma 2.485 doentes.

Em meio à dispersão da doença, que já deixou 2.485 doentes, Manzur anunciou que o país vai unificar os critérios e protocolos para tratar a gripe suína. Segundo ele, o governo já começou a distribuir remédios para todos os casos da doença, em todas as províncias. O plano inicial é distribuir 300 mil doses, mas já na semana que vem, o governo argentino diz que estará pronto para 500 mil doses adicionais.

"Vamos unificar os critérios e o protocolo de tratamento, para que, ante uma suspeita da gripe A, todos possam atuar de uma mesma maneira", afirmou o ministro, de acordo com o jornal "Clarín". Citando fontes do Ministério da Saúde, o jornal diz que o país teve 65 mortes desde o começo de maio.

A Argentina está cada vez mais paralisada pela expansão da gripe suína, com uma chuva de suspensões de todo tipo de atividades oficiais, culturais, educativas e esportivas e a decisão de alguns municípios de se manter "de portas fechadas" por causa da doença.

Segundo o periódico, essas paralisações são inúteis porque há uma "ausência total de medidas conjuntas e coordenadas a respeito dos espaços públicos e das atividades que reúnam muitas pessoas". Isso ocorre tanto na região metropolitana de Buenos Aires quanto nas províncias --umas decretaram situação de emergência, mas outras não.

"Enquanto se fecha uma lanchonete por não respeitar a distância entre as mesas, a poucos quilômetros daqui tudo transcorre como quando não havia a nova gripe", diz o jornal. "Foi criado um clima maluco. Os municípios parecem competir entre si, como se o que fecha mais lugares fosse o melhor", afirma o infectologista Héctor Laplumé.

Hoje, o ministro se reunirá com os ministros de Saúde provinciais para analisar a situação em cada uma das regiões, avaliar "o diagnóstico de situação exato e ter um relatório técnico pormenorizado da curva epidemiológica" da doença.

Gripe no mundo

O mais recente balanço da OMS, divulgado na sexta, registrou que pessoas de 125 países e territórios já contraíram a gripe suína. Em 382 casos, os pacientes morreram. No dia 11 de junho, a organização anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada), devido à ampla distribuição geográfica do vírus.

O ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, afirmou ontem que mais 19 casos de gripe suína foram confirmados no Brasil. Com isso, o número de pessoas infectadas sobe para 756. De acordo com o governo, a maioria dos infectados no país, desde 8 de maio, já recebeu alta ou está em processo de recuperação.

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Postado por: Felipe Pinheiro

veja também