Colírio para glaucoma pode diminuir calvície

Colírio para glaucoma pode diminuir calvície

Atualizado: Quarta-feira, 31 Outubro de 2012 as 11:40

 

A luta contra a calvície vem passando por gerações e gerações e nada de solucionarem esse problema.

Uma pesquisa foi publicada nessa quarta-feira (30) pelo grupo de pesquisadores na revista da FASEB (Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental), sediada no Reino Unido, alegando saber uma substância que possa resolver a vida dos calvos.

Aqueles que lutam contra a calvície já podem ter um novo aliado: o colírio para glaucoma.

Os pesquisadores fizeram o experimento em folículos capilares usando bimatoprosta, porque a substância já é utilizada em cosméticos para aumentar os cílios.

Apesar de não terem resultados conclusivos, a pesquisa revela que os folículos produzem mais cabelo quando tratados com bimatoprosta do que os que não recebem o colírio.

Apesar da boa notícia, quem ficou animado com o produto pode encontrar alguns obstáculos pela frente. O preço da medicação é o primeiro deles. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, um frasco de colírio com apenas 3 ml sai por R$ 70 reais.

Outro problema, explica Queiroz, é que o couro cabeludo funciona como uma verdadeira esponja, por ser bastante vascularizado. “Isso aumenta a gravidade dos efeitos colaterais da medicação por causa da maior absorção do medicamento”, afirma.

 

Riscos

A bimatoprosta pode provocar hipertensão arterial, dor de cabeça, náuseas e falta de ar em pessoas que apresentem sensibilidade à substância, mesmo quando usado nos olhos.

As pesquisas do fabricante mostram que a interação do colírio com betabloqueador, remédio usado para tratar hipertensão arterial, pode causar vertigem. O médico destaca que quanto maior a área do couro cabeludo em contato com o bimatoprosta, maior pode ser o estrago. Por isso, quem é hipertenso deve ter cautela.

Outro grupo que deve redobrar a atenção para usar bimatoprosta é o de portadores de insuficiência renal. Isso porque o principal meio de excreção  do medicamento são as vias urinárias. 

 

Com informações de Band

veja também