Combater doenças causadas pelas enchentes é prioridade das autoridades de saúde

Combater doenças causadas pelas enchentes é prioridade das autoridades de saúde

Atualizado: Sexta-feira, 8 Janeiro de 2010 as 12

A prevenção e o combate às doenças causadas pelas enchentes são as principais prioridades das autoridades de saúde dos estados e municípios atingidos pelos temporais. Entre as doenças que mais preocupam estão a leptospirose, que é transmitida pela urina do rato em contato com a água empossada, a hepatite viral A , a febre tifóide e as doenças diarréicas agudas, contraídas por meio do contato ou ingestão da água e dos alimentos contaminados.

Para evitar esse tipo de problema, a cidade paulista de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, que praticamente ficou debaixo d´água, vai receber 345 mil unidades de analgésicos, antitérmicos, antiinflamatórios, xaropes e pomadas, suficientes para abastecer a cidade por três meses. O material foi encaminhado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, assim como 3,1 mil unidades de sais hidratantes e paracetamol (analgésico).

Os técnicos de vigilância epidemiológica vão ajudar no trabalho de identificação e controle dos locais onde esse tipo de doença pode surgir. Os médicos de hospitais da região receberam orientações para identificar pessoas com suspeita de leptospirose. Os pacientes em estado grave serão transferidos para o Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, a 45 quilômetros de São Luiz do Paraitinga.

Segundo a secretaria, R$ 450 mil foram liberados para a reconstrução e compra de equipamentos para os dois postos de saúde da família de São Luiz do Paraitinga destruídos pela chuva.

No Rio de Janeiro, as autoridades de saúde enviaram para Angra dos Reis, o município mais atingido pelos temporais, 2 mil frascos de hipoclorito de sódio (usado como desinfetante), 40 frascos de soro antitetânico, 5 mil vacinas contra tétano e difteria, além de 100 doses de vacinas contra a hepatite A para serem aplicadas exclusivamente nas equipes de resgate.

Por: Carolina Pimentel

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