Como atender uma vítima de emergência!

Como atender uma vítima de emergência!

Atualizado: Sexta-feira, 8 Fevereiro de 2008 as 12

Como atender uma vítima de emergência!

 

Há muitas dúvidas sobre o que fazer em meio a um desmaio, queda  ou até um acidente automobilístico. Todavia, existem algumas condutas básicas que podem ser fundamentais para a manutenção da vítima até a chegada de socorro especializado.

Primeiramente, precisa-se identificar a vítima, sendo clínica ou traumatizada, porém se o socorrista não tem a informação precisa da origem da vítima, deve considerá-la vítima de trauma.

Vamos ao socorro:

1.  Ao chegar à cena na qual a vítima se encontra, deverá ser analisado o risco para o socorro, ou seja, se ao entrar na cena o socorrista poderá ajudar ou se poderá se tornar uma segunda vítima (por exemplo, em afogamento em que o socorrista não nada bem ou em um prédio em chamas sem equipamentos para conter o fogo). Cena livre para atuação, vamos ao próximo passo.

2.  É necessário avaliar a responsividade da vítima. Isso pode ser feito com estímulo tátil e verbal. Pode-se sacudir a vítima e perguntá-la: "Ei, ei, você está bem?". Se a vítima não responde ou se move, peça ajuda a alguém, solicitando que ligue para 192.

3.  Enquanto alguém chama ajuda, faça uma avaliação primária utilizando seus próprios recursos.

4.  Primeiro veja, ouça e sinta se a vítima está respirando, colocando o ouvido próximo ao nariz e a boca, sem tocá-la (mesmo havendo sangramento ou fratura, deve-se priorizar a respiração e função cardíaca, pois na escala de morte são as principais causas). Se a  vítima não respira, faça uma manobra chamada tração da mandíbula (Figura 1), tomando cuidado com as vítimas de trauma, deixando a coluna cervical imobilizada, e reavalie a respiração. Se ainda assim não acontecer mudança, observe se a vítima possui obstrução por algum objeto e faça o mesmo movimento de tração da mandíbula, até sentir a sua respiração e ver a expansão torácica.

 5.  Obtendo resultado com a respiração, passemos para a função cardíaca. A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) é feita nos casos de vítimas onde não se sente o pulso carotídeo. Este pulso pode ser verificado na região abaixo da curva mandibular, pressionando com os dedos indicador e médio (Figura A). Em caso de pulso presente não é indicada a RCP, porém na ausência de pulso inicia-se a ressuscitação cardiopulmonar da seguinte forma:

Para melhor entender a região a realizar as compressões, delimita-se à linha dos mamilos e entre as mamas a região para se realizar as 30 compressões rítmicas (Figura 2 e 3) . Esta região é identificada como três dedos acima do apêndice xifóide. Alternando com duas ventilações na boca da vítima. Esta conduta deve ser contínua até que o suporte avançado chegue. Em vítima com função cardíaca estável e sangramento excessivo, prioriza-se conter a hemorragia. O mesmose aplica às vítimas com fraturas, porém com funções respiratórias, cardíacas e neurológicas em bom funcionamento. O suporte primário é fundamental para que a vítima chegue com vida ao hospital.

Agora você está preparado para ajudar o próximo nessas condições.

Márcia de Morais Spada é Enfermeira e atua no Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

veja também