Como driblar o distúrbio do sono que atinge 15% da população mundial

Como driblar o distúrbio do sono que atinge 15% da população mundial

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 11:53

Cansaço, irritabilidade, falta de concentração. Esses são alguns dos sintomas da insônia, distúrbio do sono que afeta nada menos que 15% da população mundial. Neste quesito, as mulheres levam grande desvantagem em relação aos homens: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), somos cinco vezes mais propensas ao problema, que aliado com outras doenças, como a depressão, literalmente nos tiram o sono.

A neurologista e vice-presidente da Associação Brasileira do Sono, Andrea Bacelar, explica que as mulheres têm uma predisposição genética à insônia, que somada à jornada dupla, no trabalho e em casa, agravam ainda mais a situação. Tais fatores, misturados às alterações hormonais, causadas pela TPM ou menopausa, por exemplo, e o uso de drogas diversas, principalmente farmacêuticas, intensificam o problema.

Quando a insônia se alia à depressão, produz efeitos ainda piores, caracterizados por sintomas como incapacidade de sentir alegria, desânimo, apatia, dificuldade, perda do apetite sexual, movimentos lentos ao falar e andar, dificuldade de tomar decisões, pensamento recorrente sobre morte e até tentativas de suicídio.

Andrea alerta que o melhor a fazer nessas situações é ter calma, não se automedicar e procurar ajuda especializada. "No Brasil, não há o hábito de se procurar médicos para relatar problemas ligados ao sono. Apenas 15% das pessoas o fazem", relata a especialista.

Para quem se identifica com os sintomas listados pela médica, ela dá também algumas dicas. "É importante reservar um tempo para cuidar de si mesma. Cuidar em dobro do corpo quando estiver em TPM, por causa da ebulição de hormônios, e evitar medicamentos para emagrecer ou que mexam com o sistema nervoso em geral também pode ajudar".

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