Como preservar a fertilidade?

Como preservar a fertilidade?

Atualizado: Quinta-feira, 31 Julho de 2008 as 12

Com os avanços da medicina e das técnicas de reprodução não existe mais uma hora certa para ter filhos. Muitos casais acabam adiando a maternidade pelo corre-corre diário e pela busca por uma estabilidade financeira e profissional. Entretanto, as dificuldades do casal para engravidar aumentam com o passar do tempo. Dados médicos mostram que a capacidade reprodutiva das mulheres entre 30 e 35 anos reduz de 15 a 20%. A possibilidade é ainda menor entre 35 e 39 anos, quando as chances caem de 25 a 50%, e entre 40 e 45 anos, que pode chegar a 95%. Já os homens apresentam uma redução natural pelo envelhecimento, principalmente a partir dos 50 anos.

A opção para os que sonham com seus próprios bebês, mesmo com as chances tão reduzidas, é buscar técnicas que preservem sua fertilidade. "Um diagnóstico negativo não significa a impossibilidade de se ter um filho, mas a necessidade de buscar ajuda especializada", explica o ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Dr. Ricardo Teodoro Beck, do Centro de Reprodução Humana Curitiba.

O Centro de Reprodução Humana Curitiba oferece os serviços de inseminação artificial, fertilização in vitro, testes de capacitação, ovodoação e punção testicular. A procura é grande, principalmente da inseminação artificial, que, apesar de ter menor índice de sucesso (de 15 a 20%, quando na fertilização in vitro gira em torno de 40%) é mais barata.

Além dessas técnicas, o CRHC também conta há nove anos com a técnica conhecida como criopreservação, que é mais indicada para preservar o sêmen, e é pioneiro no Paraná na vitrificação, desenvolvida especialmente para congelar embriões e óvulos, que são menos resistentes que o sêmen. "Para a mulher é uma tentativa de preservar a longevidade da reprodução, principalmente para aquelas que perdem a capacidade reprodutiva", esclarece a bióloga do Centro de Reprodução Humana Curitiba, Elisângela Böhme.

Doenças e fertilidade

Além do adiamento da maternidade, alguns casais acabam tendo dificuldades para engravidar devido a problemas de saúde. Pessoas em tratamento de câncer, que fazem procedimentos como quimioterapia e radioterapia, podem perder a capacidade reprodutiva. A alternativa possível é procurar técnicas de congelamento. "O congelamento de espermatozóides, óvulos ou embriões permite preservar a fertilidade. Com esse processo, as chances do casal ter filhos são maiores", ressalta Dr. Ricardo Teodoro Beck.

As chances de cura são menores para alguns tipos de cânceres que comprometem a sobrevida da pessoa. "A cura do câncer só é dada após 10 anos de acompanhamento e, dependendo da idade em que se encontra, não há tempo de a mulher ter uma gestação em idade segura. Na grande maioria dos casos, somente com as técnicas de reprodução será possível obter êxito", salienta o Dr. Ricardo.

Mas não são apenas as mulheres que têm riscos de infertilidade após um câncer. Os homens também devem recorrer às técnicas que preservam sua capacidade reprodutiva. "Quando há a retirada do testículo e o paciente passa por um tratamento como a quimioterapia ou radioterapia é importante que, antes disso, faça o congelamento de sêmen caso ele queira ter filhos", considera o urologista Dr. Fernando Lorenzini, do Centro de Reprodução Humana Curitiba.

Outra doença que pode causar a infertilidade é a endometriose. Segundo Dr. Ricardo Beck, estudos internacionais indicam que cerca de 30% das mulheres que não conseguem engravidar têm endometriose. Em alguns casos, a doença pode evoluir para tumores pélvicos, que são cistos espessos nos ovários, chamados de endometriomas. Entretanto, na maioria dos casos, a endometriose pode ser controlada e é possível que a mulher tenha uma gestação normal, salienta Dr. Ricardo.

*Imagem ilustrativa.

Postado por: Claudia Moraes

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