Conheça as cirurgias e tratamentos para obesidade

Conheça as cirurgias e tratamentos para obesidade

Atualizado: Terça-feira, 30 Março de 2010 as 12

Se você pensa em fazer uma cirurgia para redução do estômago, saiba que elas são indicadas apenas para pacientes com IMC acima dos 40kg/m2 ou maior que 35kg/m2, ou que sejam portadores de doenças agravadas pela obesidade (diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças coronárias, osteo-artrites etc.).

Para realizar o procedimento, o paciente deve tentar emagrecer por dois anos (antes eram cinco) com dieta e medicamentos e só realizar a cirurgia caso não tenha êxito.

Em 2008, 26 mil cirurgias para tratamento da obesidade foram realizadas na rede privada do Brasil; no mesmo ano, o SUS realizou 3.195 intervenções. Conheça as orientações gerais e os tratamentos aceitos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Faixa etária: podem se submeter aos tratamentos maiores de 18 anos. Idosos e jovens entre 16 e 18 anos, devem ser avaliados criteriosamente.

Condições especiais: pacientes não podem ser usuários de drogas ilícitas ou alcoolismo, nem devem ter quadros psicóticos ou demências graves.

Os tratamentos

a) Restritivos

1) Gastroplastia Vertical Bandada - um pequeno reservatório gástrico com capacidade de 20ml é criado e regulado por um anel. Sua utilização é mais rara.

2) Banda Gástrica ajustável - uma prótese de silicone dá nova forma ao estômago - ampulheta ou câmara. Vantagens: é reversível, pouco agressivo, é ajustável. Permite a realização de outras cirurgias bariátricas, não há corte nem pontos no estômago, além de retorno rápido às atividades habituais. Perda de peso pode ser pequena a longo prazo; exige adesão do paciente para dieta e é contra-indicada para quem gosta de doce, ou tenha esofagite e hérnia de hiato.

3) Gastrectomia vertical - remove de 70% a 80% do estômago. Vantagens: não interfere na absorção de minerais e vitaminas. Se não for bem sucedida pode ser transformada (bypass – desvio – gástrico em Y de Roux ou derivação bilio-pancreática). Desvantagens: é irreversível; pode ter complicações de alta gravidade e difícil tratamento; dados incertos quanto à sua eficácia.

b) Disabsortivos (por causa dos riscos dessas técnicas, elas não devem ser usadas. Há indução da perda pelas fezes das calorias ingeridas. Há complicações digestivas como diarreia, cirrose, pneumatose intestinal e artrite.

c) Mistos -Associam restrição e disabsorção de nutrientes em maior ou menor grau pelo intestino. Além de perder peso, o paciente pode ter modificação da produção de hormônios gastrointestinais que afeta a saciedade e a produção de insulina.

1) Cirurgia mista com maior componente restritivo - compreendem as modalidades de reconstrução do trânsito intestinal em Y de Roux.

Gastroplastia com reconstituição em Y de Roux (bypass) - restrição mecânica e alimentar. Um anel para estreitamento da passagem pode ser usado ou não. Vantagens: taxas aceitáveis de complicação a longo prazo; potencialmente reversível, bons resultados na qualidade de vida. Desvantagens: acesso limitado para exames radiológicos e endoscópicos, passível de problemas na suturam, maior chance de anemia do que as demais cirurgias.

2) Cirurgia mista com maior componente disabsortivo - menor restrição da capacidade gástrica, maior ingestão alimentar, com predomínio do método disabsortivo.

Cirurgia de derivação bílio-pancreática com gastrectomia horizontal - conjuga derivação bílio- pancreática e gastrectomia vertical, preservando o piloro (orifício de comunicação do estômago com o duodeno). Vantagens: menor restrição da ingestão de alimentos; eficazes no controle ou reversão do diabetes 2 e dislipidemia; resultados de longo prazo. Desvantagens: sujeito a deficiência de vitaminas e minerais, aumento do número de evacuações e flatulência fétida.

Postado por: Felipe Pinheiro

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