Consumo de café pode reduzir o risco de câncer de pele

Consumo de café pode reduzir o risco de câncer de pele

Atualizado: Terça-feira, 25 Outubro de 2011 as 9:14

Novas pesquisas apresentadas pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer sugere que o consumo diário de café pode ajudar a reduzir o risco de câncer de pele. Na pesquisa, mulheres que bebiam mais de três xícaras de cafeína diária tinham uma redução de 20% no risco, enquanto os homens viram uma redução de 9%, em comparação com pessoas que tinham tomado menos de uma xícara por mês. A informação foi publicada no Huffington Post desta segunda-feira (24).

Os pesquisadores também testaram uma possível conexão entre o consumo de café e a diminuição do risco de melanoma e risco de carcinoma de células escamosas - dois outros tipos de câncer de pele - mas não chegou a nenhuma resultado. "Embora não possamos concluir em nosso estudo que a associação inversa entre café e carcinoma seja causal, é consistente a associação entre o café e os riscos de câncer", disse o pesquisador Fengju Song, Ph.D., do Hospital Brigham and Women e Harvard Medical School.

Os pesquisadores não têm certeza do que, exatamente, está por trás da aparente ligação entre o café e a diminuição do risco de câncer, nem entendem exatamente por que isso parece ter um impacto apenas em um tipo de um câncer de pele.

"Isso sugere que há algo na cafeína que pode ter um efeito específico sobre o desenvolvimento da doença", disse o Dr. Robert S. Kirsner, vice-presidente da dermatologia e cirurgia cutânea da Universidade de Miami Miller.

Em um comunicado, Song compartilhou sua crença de que as descobertas podem eventualmente ter impacto na saúde pública, dado o elevado número de carcinomas basocelulares, tanto nos Estados Unidos como no exterior. De acordo com a Fundação do Câncer de Pele, a grande maioria dos cânceres de pele são carcinomas de células basais, e afetam mais de dois milhões de americanos a cada ano.

Mas isso significa que as pessoas que não consomem café deveriam ter o hábito? Absolutamente não, dizem os especialistas, alertando que a pesquisa é muito preliminar.

veja também