
A expectativa é que, com um único comprimido, seja possível reduzir o tratamento para quatro meses, com menos efeitos colaterais e mais segurança, sobretudo para pacientes infectados com bactérias resistentes.
Normalmente, o tratamento para a doença dura seis meses e envolve até quatro comprimidos diários. Porém, os efeitos colaterais e a falta de informação fazem com que muitos o interrompam o tratamento, o que favorece o aparecimento de bactérias mais resistentes. Como o coquetel inclui duas drogas já usadas no tratamento da tuberculose -a pirazinamida e o moxifloxacino, que apesar de não ser registrado para esse fim, é usado em vários países-, pacientes com resistência a uma delas não poderão usá-lo. O coquetel tem também uma droga nova: a PA-824.
A fase anterior da pesquisa, com 84 pacientes da África do Sul, mostrou que, de cada 1.000 bacilos detectados por mililitro de escarro antes do tratamento, restavam cerca de apenas 10 após duas semanas. Não houve efeitos colaterais significativos.
A próxima etapa será com 230 pacientes da África do Sul, do Brasil e da Tanzânia, que receberão os remédios por dois meses. Se os resultados forem positivos, será feita uma nova etapa. Por isso, a terapia deve demorar pelo menos seis anos para chegar ao mercado.
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