Cuidado com o herpes

Cuidado com o herpes

Atualizado: Sexta-feira, 9 Setembro de 2011 as 12:04

Provocada por um vírus resistente, o herpes simples é tão comum que chega a ser chamado de gripe da pele. Embora mais de 90% das pessoas seja portadora, só uma pequena parcela desenvolve os sintomas da doença. O micro-organismo supera os mecanismos de defesa do organismo e espera a queda da imunidade para se manifestar na forma das incômodas lesões cutâneas.

A exposição ao sol é um dos fatores que abalam o sistema imunológico, o que torna o verão um período de aumento dos índices de herpes. De acordo com o médico imunologista Marcello Bossois, o motivo é a ação imunodepressora dos raios ultravioletas. Então, proteger os lábios com filtro solar ajuda no combate do herpes e afasta a possibilidade de sofrer abstinência de beijo na estação das férias e do Carnaval.

O especialista também alerta para o papel da alimentação no aparecimento do herpes. "A ingestão do aminoácido argemina, contido em nozes, castanha e chocolate, favorece a replicação viral, logo, pessoas que apresentam herpes com frequência devem diminuir o consumo desses alimentos", explica Bossois.

O primeiro sintoma do herpes simples é a ardência, seguida da formação de bolsinhas de água chamadas vesículas. O próximo estágio da doença é o mais contagioso, pois as bolsinhas começam a estourar, ferindo a região contaminada.

No período de manifestação do herpes, o médico imunologista Marcello Bossois recomenda jamais entrar em contato com um recém-nascido, pois o bebê corre risco de morte. O período de cicatrização do herpes dura entre 7 e 20 dias, mas pode ser prolongado em casos de pacientes imunocomprometidos, como os portadores de HIV e os já citados recém-nascidos.

O vírus do herpes se manifesta na forma oral e genital. O herpes do tipo 1 ou oral provoca coceira e um pequeno inchaço nos lábios. O herpes labial é transmitido principalmente através do beijo e do compartilhamento de objetos. Se pessoa não tiver o cuidado de lavar as mãos após tocar na lesão, outras partes do corpo podem infeccionar, como os olhos. Nesse caso, Bossois atenta para a gravidade do herpes ocular, que pode levar à cegueira.

O herpes do tipo 2 atinge os órgãos genitais e é considerado a doença sexualmente transmissível de maior crescimento numérico. No período de manifestação do herpes genital, é mais alta a chance de transmitir doenças venéreas perigosas como AIDS e hepatite B. O herpes simples não tem prevenção, mas uma vacina específica já está em estudo. Por enquanto, o herpes pode ser administrado com antirretrovirais que diminuem a ocorrência dos sinais e aumentam a defesa do organismo.

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