Dar nome à depressão ajuda no tratamento da doença

Dar nome à depressão ajuda no tratamento da doença

Atualizado: Sexta-feira, 21 Maio de 2010 as 8:31

Muitos pacientes que sofrem de depressão não sabem descrever o problema que eles vivem, por isso geralmente não reconhecem que têm um problema e acabam não procurando tratamento. Diante desse cenário, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descobriram que dar nome à depressão ajuda no tratamento da doença.

As recomendações foram publicadas no Journal of General Internal Medicine por uma equipe de pesquisadores chefiada por Ronald Epstein, professor do Centro Médico da Universidade de Rochester.

Para realizar o estudo, foram avaliadas 116 pessoas das cidades norte-americanas de Rochester, Austin e Sacramento. Todas tinham entre 25 e 64 anos e com histórico de depressão. Eles foram submetidos a uma série de questionários e participaram de grupos de discussão.

Muitos pacientes alegaram que não sabiam o que havia de errado com eles, situação que, em alguns casos, persistia por anos. Aqueles que se descreviam como "introspectivos", "tristes" e "sempre de mau humor" se acostumavam com essa condição sombria e acabavam não percebendo quando entravam nos estados depressivos.

É por causa disso que, segundo os pesquisadores, 25% das pessoas com depressão profunda não são diagnosticadas e menos da metade recebem tratamento. Para melhorar o diagnóstico e tratamento da depressão, os médicos devem tomar três precauções iniciais: dar nome ao problema dos pacientes, dar explicações sobre a depressão que se relacionem com as experiências dos pacientes e, por último, reduzir a culpa e a vergonha que eles sentem.

Além disso, os pesquisados recomendam aos médicos que eles enfatizem aos pacientes que a depressão tem tratamento, já que muitas pessoas duvidam da recuperação.  Segundo Epstein, dar nome ao distúrbio é uma condição para a mudança de comportamento.

- Caso contrário, não nomear como depressão um estado de angústia pode "atrasar a doença".

De acordo com os pesquisadores, ao encontrar explicações para sua angústias, os pacientes se sentem capazes de organizar suas experiências, encontram palavras para descrever seus sentimentos e conseguem discutir seus problemas com os familiares ou profissionais de saúde.

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