Dengue: grande quantidade de larvas de concentram em Perdizes 40SP41

Dengue: grande quantidade de larvas de concentram em Perdizes 40SP41

Atualizado: Sexta-feira, 26 Novembro de 2010 as 8:41

A maior concentração de criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue – na cidade está localizada em Perdizes, na zona oeste. De acordo com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), a cada 100 imóveis na região, 1,12 tem algum foco de reprodução do inseto.

A zona oeste também abriga o bairro com o maior número de casos da doença. No Butantã, foram registrados 391,6 casos por 100 mil habitantes.

As informações foram obtidas em outubro na última Avaliação de Densidade Larvária (ADL). Cerca de 49 mil imóveis foram visitados em toda a cidade.

Agentes da Covisa percorreram hoje (24) as ruas de Perdizes para orientar moradores e identificar pontos de reprodução do mosquito, como pratos de plantas, caixas d’água, recipientes descobertos e ralos.

A medida marca o início da Semana de Intensificação de Controle da Dengue, promovida pela Secretaria Municipal da Saúde. Outros bairros, como o Butantã, deverão receber ações contra a dengue nos próximos dias.

"Dos 96 distritos administrativos da capital, Perdizes foi o único com índice superior a um imóvel em cada 100 com larvas do mosquito", explica Bronislawa de Castro, coordenadora do Programa Municipal de Vigilância e Controle da Dengue.

Mesmo com a maior incidência de larvas, Bronislawa afirma que a situação no bairro é "satisfatória". "De acordo com o Ministério da Saúde, o alerta só é emitido quando três em cada 100 imóveis na região apresentam focos do mosquito", afirma.

Mas os cuidados são importantes. Bastou voltar a chover para a aposentada Vera Lúcia Ricciardone, de 62 anos, retirar os pratos dos vasos de plantas e trocar a caixa d’água. "Fico preocupada. Tenho muitas plantas e por isso tomo meus cuidados para evitar a doença", disse ao receber a visita dos agentes, na Rua Paris, em Perdizes.

O gesto de Vera Lúcia é quase uma exceção no bairro. Segundo Bronislawa, Perdizes é a região da cidade onde os agentes encontram a maior dificuldade para entrar nos domicílios. "Cerca de 47% dos imóveis estão pendentes. Ou o morador não nos deixa entrar, ou o imóvel está desocupado (para vender ou alugar)", diz.

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