Dermatoscopia permite diagnóstico precoce do câncer de pele

Dermatoscopia permite diagnóstico precoce do câncer de pele

Atualizado: Quarta-feira, 16 Junho de 2010 as 1:54

O câncer de pele, o mais frequente entre a população brasileira segundo o INCA - Instituto Nacional do Câncer, pode ser precocemente diagnosticado por um exame simples, não invasivo e bastante preciso. A dermatoscopia é uma avaliação clínica das lesões pigmentadas da pele, mais conhecidas como pintas, realizada através de imagens captadas e aumentadas em até oito vezes por um equipamento chamado dermatoscópio, por meio do qual é possível diferenciar as lesões benignas das que apresentam risco. A estimativa de novos casos de câncer de pele no país em 2010, informa o INCA, é de 5930, sendo 2960 homens e 2970 mulheres.

A dermatologista Adriana Caldas, membro do Grupo Brasileiro de Melanoma, explica que o dermatoscópio é o maior aliado nos diagnósticos precoces da doença em razão da sua precisão e confiabilidade nos resultados. “Com este equipamento, podemos avaliar de forma precisa a gravidade de um pigmento na pele e o risco que apresenta à saúde do paciente, sem que seja necessário realizar uma biópsia”, esclarece. O equipamento apresenta uma precisão diagnóstica de até 90% de acerto. Isso representa uma diminuição no número de cirurgias desnecessárias. Em São José do Rio Preto, Adriana Caldas foi a primeira dermatologista a oferecer a avaliação aos seus pacientes, importando o equipamento da Alemanha. O aparelho é o mesmo utilizado no National Cancer Institute, nos EUA, um dos maiores centros de excelência internacional em diagnóstico e tratamento do câncer de pele.  

O Equipamento

O dermatoscópio torna possível detectar detalhes não perceptíveis a olho nu e a medição precisa do tamanho das lesões. Com isso, fica mais fácil fazer a avaliação da evolução das lesões,  suas áreas e dimensões,  e acompanhar características como a coloração, a assimetria e as bordas, lembra Adriana, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. As lesões que não apresentam indícios de malignidade podem ser monitoradas por meio das fotografias armazenadas em um banco de imagem digital. Este processo se chama Monitorização de Lesões Pigmentadas (escuras) Cutâneas.

Melanoma

O tipo de câncer de pele que apresenta menor incidência de casos, porém mais agressivo, é o melanoma, que tem sido relacionado a intensas exposições solares. Entretanto, este tipo de câncer não se restringe apenas a exposição solar e pessoas  de pele clara.

A diferenciação entre os tipos de câncer de pele depende da camada da pele afetada. “os tipos da doença mais comuns são o carcinoma basocelular, que se manifesta em forma de bolha, e o carcinoma espinocelular, que se apresenta em forma de uma crosta endurecida ou em feridas”, classifica Adriana. Segundo a dermatologista, estes dois tipos de câncer são facilmente curáveis, diferente do melanoma, que apresenta grande potencial letal se não diagnosticado precocemente.

É de fundamental importância que o paciente esteja atento aos sinais que o organismo dá, desde uma inofensiva pinta a uma mancha com características diferentes, como lesões que não cicatrizam, manchas ou pintas que mudem de cor e tamanho e apresentem coceira ou qualquer mancha escura que sangre com facilidade. O ideal é procurar um especialista a qualquer sinal de atenção.

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