Desvende os mitos e verdades sobre a conjuntivite

Desvende os mitos e verdades sobre a conjuntivite

Atualizado: Quinta-feira, 17 Março de 2011 as 8:22

Surtos de conjuntivite são comuns no verão e, em especial, em locais com grandes aglomerações, dado ao seu grande potencial de contágio. A inflamação da conjuntiva - revestimento fino e transparente que cobre a parte posterior da pálpebra - pode ocorrer por uma série de motivos. Seja o contato com um dos vírus - existem mais de 12 -, ou por bactérias ou fungos.

egundo a oftalmologista Rachel Gomes Nery, da clínica Cerpo, em São Paulo, o surto presenciado nesse verão, com aumento no número de casos no Carnaval, indica que há uma nova versão do vírus circulando pelo país. Isso quer dizer que muitas pessoas não estão imunes a ele, o que justificaria a proliferação de casos.

Apesar de ser facilmente tratada - bastar usar colírios específicos e compressas - muitos insistem em usar métodos caseiros para tentar curar a inflamação. Um erro, de acordo com a médica.

Abaixo, tire as dúvidas mais comuns sobre a conjuntivite.

Inflamação altamente contagiosa é de fácil tratamento, mas fuja dos "truques"

É verdade que se colocar uma moeda no olho melhora?

Mito. O objeto metálico nada tem a ver com a melhora do quadro inflamatório.

É verdade que existem diferentes tipos de conjuntivite?

Verdade. Existem ao menos 12 tipos de vírus da conjuntivite e outros podem surgir a partir de mutações sazonais. A conjuntivite pode ainda ser transmitida por bactérias e fungos. A inflamação ocorre facilmente por meio do contato entre pessoas ou pelo manuseio de objetos de quem já está infectado.

Se eu esfregar uma aliança de ouro no olho, é verdade que a conjuntivite some?

Mito. Esse hábito é eficaz apenas em casos de terçol (inflamação de uma ou mais glândulas situada na extremidade da pálpebra que formam uma ferida com pus). Mas usar compressas quentes é mais eficaz, pois o calor ajuda a romper e drenar o pus da ferida.

A conjuntivite é mais comum no ver?o?

Verdade. O calor e a umidade propiciam a transmissão do vírus. Mas surtos podem e costumam aparecer em outras estações do ano também.

Pode trabalhar com conjuntivite?

Mito. Só se o trabalho for realizado em casa. Como é de fácil transmissão, pode infectar os colegas.

Se uma pessoa tocar ou usar objetos de pessoas, pega?

Verdade. Isso só não acontece entre pessoas que estão imunes ao vírus de contato, ou seja, que já desenvolveram a infecção uma vez. Se tiver contato com uma variação do vírus, no entanto, terá grande chance de se infectar.

Pingar leite materno cura conjuntivite em recém-nascidos?

Mito perigoso. O uso das duas substâncias é contraindicado pelos médicos. O leite materno não faz mal, mas também não é indicado de forma alguma para esse tratamento. O leite materno vindo de outra mulher, que não a mãe, pode conter outros vírus capazes de ser transmitidos pelo bebê.

O vírus da conjuntivite permanece nos óculos?

Verdade. O vírus fica nos óculos porque é um objeto da pessoa. Mas basta higienizá-lo com álcool gel para matar o vírus. Separar objetos e evitar coçar os olhos e, em seguida, tocar em objetos, evita a transmissão. Lavar constantemente as mãos é uma forma de evitá-la também.

Já a água boricada pode curar a conjuntivite em bebês?

A água boricada também não é indicada para recém-nascidos, nem mesmo para adultos. O tratamento de inflamações oculares deve ser feito apenas com colírios específicos.

Usar óculos escuros ajuda?

Verdade. A luz estimula o lacrimejamento dos olhos. Como eles já estão doloridos por causa da infecção, a produção de lágrimas aumenta a sensação de dor. Os óculos escuros diminuem a claridade, aumentando a sensação de conforto.

Criança com conjuntivite tem que usar colírio mais fraco do que o dado em adultos?

Mito. O tratamento para conjuntivite é o mesmo para crianças e adultos.

Quem está com conjuntivite tem que ficar em casa?

Verdade. É o ideal, já que a inflamação é altamente contagiosa. A pessoa infectada deve evitar ir a locais com aglomerações, como cinema, shoppings, e, sobretudo, andar de metrô e ônibus.

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