Dia Internacional do Idoso: há o que comemorar?

Dia Internacional do Idoso: há o que comemorar?

Atualizado: Quinta-feira, 1 Outubro de 2009 as 12

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a população de idosos no Brasil vem aumentando. Em 2008, havia mais de 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, aproximadamente 2 milhões a mais do que no ano anterior.

Hoje, 1º de outubro, é comemorado o Dia Internacional do Idoso. A data foi instituída com a intenção de mostrar a importância e as dificuldades que essas pessoas enfrentam rotineiramente. Problemas como falta de meios de transporte adequados e o precário atendimento hospitalar na saúde pública são as principais queixas de quem chegou à terceira idade.

Para saber deles as principais dificuldades enfrentadas nas tarefas do dia a dia, a Agência Brasil foi às ruas conversar com alguns idosos.

"Eu acho que os maiores problemas são a saúde e o transporte. É preciso haver uma condição de transportes condizente com a terceira idade", disse o fiscal do Tesouro aposentado Willian de Souza, de 69 anos.

Para a dona de casa Elza Maria [foto], de 65 anos, a maior dificuldade é entrar nos ônibus. "O degrau é lá nas alturas. A gente tem quase que andar com um banquinho para subir. E outra dificuldade, é atendimento nos hospitais. A melhor conquista do idoso, nem sei direito o que é. Mas, o restante a gente vai levando."

A aposentada Dora Ribeiro, de 67 anos diz que os idosos tiveram algumas conquistas. "Nós temos muitas coisas que melhoraram como as filas preferenciais para idosos, pois são mais reduzidas. E certas tarifas que para o idoso são menores. Então não é tão ruim assim ser idoso."

"A gente pega o ônibus, o cara que está lá pilotando arranca com tudo. Se a pessoa não tiver equilíbrio 'sobra'. Outra coisa, é ficar no ponto do ônibus fazendo sinal e ele não parar. Quanto ao direito do idoso, deixa muito a desejar", contestou o servidor público aposentado, Valter dos Santos, 69 anos.

A comerciante aposentada Salam Qozak, de 81 anos, nasceu na Síria e se diz que se preocupa com aqueles mais pobres."Eu posso andar de táxi, e ter acompanhante. E os outros que não tem ninguém? Esse privilégio conquistei quando ainda era jovem. Mas quem não conseguiu e ficou velho, me conta?"

veja também