Dia Mundial da Asma: especialistas querem melhorar o atendimento ao paciente na rede pública

Dia Mundial da Asma: especialistas querem melhorar o atendimento ao paciente na rede pública

Atualizado: Segunda-feira, 4 Maio de 2009 as 12

O Dia Mundial da Asma, celebrado amanhã, dia 5 de maio, é um momento oportuno para alertar a população sobre os riscos da doença e, mais do que isso, provar a milhares de asmáticos que eles podem levar uma vida normal se mantiverem o problema respiratório sob controle.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre 100 e 150 milhões de pessoas são vítimas da asma em todo o mundo. No Brasil, aproximadamente 10% da população sofrem da doença, sendo registradas 2,5 mil mortes todos os anos - uma média de oito pessoas por dia -, segundo o Ministério da Saúde.

A estimativa é que, a cada ano, cerca de 350 mil brasileiros sejam internados devido à asma. A doença é a quarta principal causa de hospitalizações no país, representando um gasto de mais de R$ 100 milhões para os cofres públicos.

Preocupados com esse cenário e com a missão de reverter a alta mortalidade associada à asma, o Conselho de Programas de Asma e Rinite (COPAR), formado por pneumologistas, alergistas e pediatras, decidiu multiplicar Brasil afora experiências bem-sucedidas de controle da doença.

"O objetivo do COPAR é, em conjunto com os gestores de saúde estaduais e municipais, encontrar caminhos para melhorar a assistência ao asmático na rede pública", explica a presidente do conselho, a pediatra Zuleid Mattar.

Entre as propostas do COPAR estão a realização de ações educativas para profissionais de saúde e população, a capacitação de generalistas para lidar com a doença, a ampliação do elenco mínimo de medicamentos disponíveis no SUS e o uso racional dos recursos destinados à compra de remédios.

As iniciativas são inspiradas em programas de cidades como Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Londrina (PR), Sorocaba (SP) e Montenegro (RS), apenas para citar algumas, que conseguiram melhorar a atenção ao asmático com a adoção de medidas simples.

"Conquistas como a diminuição das hospitalizações, a redução de custos e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes são o que o motivam o nosso trabalho", justifica Mattar.

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