Dieta e exercícios são mais eficazes que medicamentos na prevenção do diabetes

Dieta e exercícios são mais eficazes que medicamentos na prevenção do diabetes

Atualizado: Sexta-feira, 30 Outubro de 2009 as 12

Um estudo publicado esta semana na conceituada revista científica Lancet indica que mudanças no estilo de vida que levam à perda de peso em longo prazo - mesmo que uns poucos quilos - são mais eficazes na prevenção do diabetes tipo 2 do que o tratamento com medicamentos. Avaliando, por dez anos, quase 3 mil pacientes de alto risco, os pesquisadores observaram melhores resultados na prevenção da doença entre aqueles que adotaram uma dieta pobre em gorduras e a prática de 30 minutos de atividades físicas moderadas cinco vezes por semana com o objetivo de perder 7% do peso em um ano, comparados aos pacientes que usaram a droga metformina.

De acordo com os autores, muitas pessoas do grupo da intervenção no estilo de vida alcançaram o objetivo, perdendo uma média de 6,8 kg durante o primeiro ano de estudo. E, embora, eles tenham recuperado 4,5 kg, em média, nos sete anos subsequentes, as taxas de diabetes continuaram mais baixas nesse grupo. "A perda de peso é a coisa mais importante que temos recomendado às pessoas com sobrepeso em risco para diabetes tipo 2", destacou o pesquisador William C. Knowler, do Instituto Nacional de Diabetes dos Estados Unidos. "Esse estudo mostra que os benefícios mesmo de uma perda de peso modesta podem persistir por muitos anos", complementou.

Três anos após o estudo, os especialistas relataram uma redução da incidência da doença de 58% no grupo da intervenção no estilo de vida e de 31% no grupo que usou metformina, em comparação com o grupo controle ? que não recebeu nenhuma intervenção. Além disso, as intervenções retardaram o desenvolvimento do diabetes em quatro e dois anos, respectivamente. E essa grande diferença fez com que os autores oferecessem sessões de aconselhamento e apoio para mudanças no estilo de vida nos três grupos.

Os pesquisadores continuarão a acompanhar os participantes por pelo menos mais cinco anos, com o objetivo de determinar o impacto das intervenções no estilo de vida e do tratamento medicamentoso no desenvolvimento de complicações do diabetes, como danos no sistema nervoso e cegueira.

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