Dificuldade de identificar sabores pode indicar doenças em crianças

Dificuldade de identificar sabores pode indicar doenças em crianças

Atualizado: Quarta-feira, 19 Outubro de 2011 as 8:07

Um estudo feito pela Universidade de New Gales of South, na Austrália, concluiu que transtornos no paladar – isto é, a dificuldade na identificação dos sabores – podem contribuir para que crianças se tornem obesas ou, de outro modo, anoréxicas. “Por isso, observar o comportamento dos filhos à mesa e sua relação com os itens do cardápio é essencial”, ressalta a nutricionista Débora Villar, do Rio de Janeiro.

De acordo com os números da própria pesquisa, inclusive, uma em cada dez crianças, com idade de 8 a 12 anos, não é capaz de saborear os alimentos corretamente. Para essas crianças que não conseguem identificar os sabores, a alimentação se torna, claro, desagradável. E esses casos, aliás, não são tão raros quanto podem parecer. Conforme observa a nutricionista, é frequente a visita de pais preocupados em seu consultório, que relatam pouco interesse das crianças pela comida – ou, ainda, um apetite exagerado.

“Primeiro, recomendo a eles que façam exames para verificar se existe algum problema de saúde mais grave. Mesmo que a resposta seja negativa, em todo caso eles devem voltar para um acompanhamento mais minucioso da dieta de seus filhos”, explica.

Para se precaver de possíveis problemas, o melhor tipo de cardápio é aquele que contempla uma boa variedade de alimentos nutritivos e saudáveis. O objetivo é fortalecer o sistema imunológico da criança e ajudar no bom funcionamento do seu organismo. Se alguma doença já tiver dado sinais, no entanto, o melhor tratamento vai depender de cada pessoa. “Mas cuidar da alimentação é sempre um dos melhores remédios”, ressalta Debora.

Entre os motivos mais sérios que levam os pequenos a comer muito ou pouco estão doenças como a insuficiência renal e o diabetes, problemas na cavidade oral, nas glândulas salivares e infecções no ouvido médio. Em geral, descartadas essas possibilidades, a própria consulta a um especialista já é o suficiente para incentivar seu filho a comer melhor.  

veja também