Diminua o consumo de gordura trans e afine a cintura

Diminua o consumo de gordura trans e afine a cintura

Atualizado: Segunda-feira, 22 Março de 2010 as 12

O cardápio do brasileiro possui quatro tipos de gorduras, duas ruins e duas boas. Portanto, não adianta somente cortar gorduras do cardápio e acreditar que está fazendo um bem à saúde. A troca das gorduras ruins pelas boas pode, ainda, ajuda a emagrecer.

As chamadas gorduras ruins são as saturadas e trans, e as boas são as monoinsaturadas e poli-insaturadas. A nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, explica que é muito importante para a saúde e para a boa forma saber consumir as gorduras boas na quantidade certa.

- As gorduras essenciais não podem ser produzidas pelo organismo e por isso devem ser consumidas a partir dos vegetais ricos em gordura do tipo Ômega 3 e 6, como óleo de soja e canola.

Quem se preocupa com a saúde e com a balança costuma consultar o rótulo dos alimentos antes de ingeri-los. Mas na maioria das vezes, a atenção das pessoas está voltada para a quantidade de calorias dos alimentos. Poucas se preocupam com outros nutrientes, pois não sabem que a quantidade de gorduras também influencia no ponteiro da balança, às vezes até mais do que as calorias. A gordura trans, por exemplo, age na formação da gordura abdominal - a famosa pochete, como explica a nutricionista :

- A gordura trans prejudica a sinalização de insulina (hormônio responsável pelo acúmulo de glicose no sangue). Com isso, o corpo tende a reter mais gordura, pois não consegue queimar o açúcar da alimentação, principalmente na região abdominal.

As gorduras boas, também conhecidas como essenciais, podem ser consumidas moderadamente. As gorduras ruins, além de elevar o colesterol e acarretar problemas de coração, ainda atrapalham na dieta.

- Nas necessidades diárias, é recomendado consumir até 30% das calorias na forma de gorduras. Destes 30%, 10% devem ser poli-insaturadas e 20% monoinsaturadas. As saturadas não devem ser mais que 10%.

Em uma dieta de 2000 calorias, o consumo de gorduras corresponde à 600 calorias. Bastante, não é? Quem está acima do peso deve ter atenção redobrada com as gorduras, mesmo as essenciais, pois todas têm elevado valor calórico.

- Todas as gorduras têm a mesma quantidade calórica: nove calorias por grama.

Parece pouco, mas é bastante comparado a outros nutrientes. Carboidratos e proteínas possuem cerca de quatro calorias por grama.

Você sabe em que alimentos são encontrados cada um dos quatro tipos de gorduras?   

Ruins:

Gordura saturada: é encontrada principalmente na carne vermelha, manteiga e laticínios integrais. A nutricionista aconselha reduzir o consumo substituindo tais alimentos por opções menos gordurosas, como leite e iogurte desnatados e carnes magras.

- O consumo de gordura saturada em excesso é prejudicial à saúde cardiovascular, pois eleva os níveis de colesterol total, aumentando o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Gordura trans: é formada durante a hidrogenação parcial das gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas. A trans é encontrada em produtos industrializados, como biscoitos, bolos, tortas, cremes e fast food. O excesso de gordura trans é prejudicial à saúde cardiovascular porque além de aumentar os níveis de colesterol total, diminui os níveis de HDL, o colesterol bom. Ela também é uma das vilãs da boa forma, pois no corpo, tende a ficar acumulada na cintura.

Boas ou essenciais:

- As gorduras essenciais não podem ser produzidas pelo organismo e por isso devem ser consumidas a partir dos vegetais ricos em gordura do tipo Ômega 3 e 6, como óleo de soja e canola.

Esses tipos de gordura são necessários para o crescimento e produção dos hormônios. São elas:

Poli-insaturada Ômega 3 e Ômega 6: de origem vegetal, são encontradas naturalmente nas nozes, semente de linhaça, soja, canola, óleos vegetais, margarinas e cremes vegetais produzidos a partir destas sementes. A forma mais complexa de Ômega 3 é encontrada nos peixes como arenque, cavala e salmão. Ambas as fontes de oferecem benefícios à saúde cardiovascular.

Postado por: Felipe Pinheiro

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