Disfunção erétil, um problema comum

Disfunção erétil, um problema comum

Atualizado: Quarta-feira, 25 Junho de 2008 as 12

A disfunção erétil, falha recorrente ou duradoura na manutenção da ereção durante o ato sexual, é um problema mais comum do que se imagina. Segundo Joaquim de Almeida Claro, professor de urologia da Clínica Urológica da Universidade de São Paulo, 100% dos homens podem enfrentar essa dificuldade um dia, principalmente os que já passaram da casa dos 40. "É algo da própria idade, quanto mais velho o indivíduo, mais chances ele tem de apresentar disfunção erétil", afirma. Para estimar a ocorrência do fenômeno, o médico sugere uma regra simples: aos 40 anos a chance de um homem apresentar o problema é de 40%, aos 50 anos, 50%, aos 60 anos, 60% e assim por diante.

As causas da disfunção podem ser divididas em duas principais: físicas e psicológicas. As primeiras, mais comuns em homens acima dos 50 anos, englobam itens como diabetes, hipertensão, cardiopatia, cirurgia decorrente de câncer de próstata, problemas hormonais entre outros. Já entre as segundas, mais recorrentes nos mais jovens, destacam-se a baixa auto-estima, ansiedade, stress e depressão.

Segundo o especialista, a boa notícia é que sempre há tratamento para o problema. Em geral, são oferecidas três opções de remédios ao paciente. Eles costumam ter um índice de sucesso entre 60% e 70%. Para os casos mais graves, há a auto-injeção peniana, que, apesar de mais agressiva, tem praticamente 100% de êxito. Uma terceira medida é a colocação de uma prótese peniana por meio de cirurgia. "Ela é indicada para pessoas que terão que usar remédio pelo resto da vida, sobretudo por apresentarem um quadro grave de diabetes ou por já terem passado por uma cirurgia de próstata", explica Claro.

Felizmente, na opinião do urologista, a disfunção erétil vem deixando de ser tabu entre os homens nos últimos tempos. "Hoje em dia, é muito mais fácil ver homens falando sobre o assunto e procurando tratamento", destaca.

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