Doença do Beijo atinge 60% da população brasileira

Doença do Beijo atinge 60% da população brasileira

Atualizado: Terça-feira, 12 Fevereiro de 2008 as 12

Doença tem sintomas parecidos com os da gripe, mas não possui sintomas respiratórios, vacina ou tratamento antiviral específico. Só um exame aprofundado pode diagnosticá-la.

 

A mononucleose ou Doença do Beijo, como é conhecida popularmente, é uma síndrome infecciosa que acomete principalmente indivíduos entre 15 e 25 anos. Ela é causada pelo vírus Epstein-Barr, que atua sobre os linfócitos do organismo. "A doença é freqüentemente confundida com a gripe, por apresentar sintomas como febre alta, odinofagia (dor durante a deglutição dos alimentos), tosse, artralgias (dor nas articulações), cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, calafrios, desconforto abdominal, vômitos e dores musculares. A mononucleose, no entanto, não apresenta sintomas respiratórios", explica a patologista Flávia Segatto, do laboratório Pasteur Medicina Diagnóstica.

Cerca de 60% da população adulta tem exame que comprova a infecção prévia, mas a maioria desconhece. "A mononucleose é conhecida como Doença do Beijo não apenas por ser transmitida ao beijar, mas também pelo fato das amídalas ficarem muito hipertrofiadas e quase se tocarem", explica a especialista.

Enquanto a gripe possui vacina e tem tratamento antiviral específico, o mesmo não ocorre com a mononucleose. A infecção é controlada pelo próprio organismo depois de duas semanas, mas nesse período pode ser transmitida. "O paciente recupera-se espontaneamente, porém uma pequena proporção de doentes necessita de meses. Sendo autolimitada, é uma doença que pode passar sem diagnóstico confirmado caso o paciente não procure serviço médico adequado e faça os exames corretamente", explica a Dra. Flávia.

Os efeitos da doença são combatidos com analgésicos e antitérmicos. Como não existe tratamento ou vacinas específicos, não há uma proteção efetiva contra o vírus. "A eliminação do vírus ocorre principalmente pela saliva do paciente sintomático, mas mesmo pacientes completamente assintomáticos podem ser fonte de contágio", lembra a patologista.

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