Doença impede mulher de reter gordura

Doença impede mulher de reter gordura

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2011 as 11:18

Uma mulher de apenas 38 quilos não consegue engordar na Inglaterra, apesar de manter uma dieta de, no mínimo, 2 mil calorias por dia. Diagnosticada com uma doença muscular rara que a impede de armazenar gordura ("muscular fibrositis desproportion" em inglês), o corpo de Carole French possui menos músculos do que uma pessoa normal.

Ela foi diagnostica com a doença aos 13 anos, quando pesava apenas 25,4 quilos. Apesar de ter nascido com o tamanho de um bebê normal, os pais de Carole notaram que a filha crescia de forma diferente das demais. Ela demorou mais para começar a sentar, engatinhar e andar do que as crianças de sua idade. Na adolescência, ela tinha braços e pernas muito finos.

Hoje com 50 anos, a britânica é tão magra que precisa usar roupas de crianças de 10 anos, apesar de medir 1,62 m. Moradora da cidade de Oldham, nas redondezas de Manchester, ela reclama de ser "bombardeada" com piadinhas e encaradas de estranhos toda vez que resolve sair de casa.

Ao olharem Carole pela primeira vez, muitas pessoas pensam que ela seja anoréxica. Mas a britânica se defende, dizendo que "come como cavalo", nunca pula refeições e se alimenta com comida chinesa uma vez por semana - tudo isso acompanhado de cerveja escura.  

  "As pessoas podem ser muito cruéis. Sei que eu pareço diferente, mas eu não escolho ter essa aparência", diz a mulher, que é mãe de dois filhos.

Carole é uma das duas únicas pessoas no mundo diagnosticadas com a doença. Para quem acredita ser uma vantagem poder permanecer magra, a britânica lembra dos olhares desconfiados e das gozações que recebe. "As pessoas param, olham para mim e tiram fotos como se eu fosse um atração de circo. É realmente irritante."

"Os médicos demoraram um ano para me diagnosticar", diz Carole. "Desde quando eu era uma adolescente, as pessoas assumiram que eu era anoréxica, mas nada é mais distante da verdade."

A condição da britânica pode levá-la a desenvolver problemas de saúde como osteoporose e artrite. "Não há cura disponível. Eu preciso aprender a conviver com isso", reclama Carole.

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