Dor de "tomar um fora" atinge mesma área do cérebro relacionada ao vício

Dor de "tomar um fora" atinge mesma área do cérebro relacionada ao vício

Atualizado: Quinta-feira, 8 Julho de 2010 as 8:34

A dor e a angústia sofrida pela rejeição do parceiro em um relacionamento amoroso pode ser resultado da atividade de partes do cérebro associadas ao vício, à motivação e a recompensa, segundo um estudo publicado no Journal of Neurophysiology.

Os resultados do estudo podem ajudar a entender porque sentimentos relacionados à rejeição romântica podem ser difíceis de controlar e, como consequência, causar introspecção e comportamentos extremos que vão do homicídio ao suicídio.

Isso porque, segundo os pesquisadores, suas descobertas fornecem provas de que a paixão "é um estado de motivação orientado para metas em vez de uma emoção específica e que seus resultados são consistentes com a hipótese de que a rejeição romântica é uma forma específica de dependência".

Aqueles que estão lidando com uma rejeição romântica podem estar lutando contra um sistema de sobrevivência que parece ser a base de muitos vícios, segundo a teoria.

No estudo, os pesquisadores usaram uma ressonância magnética funcional para gravar a atividade cerebral de 15 jovens, homens e mulheres heterossexuais que tinham tomado um fora recentemente, mas ainda estavam apaixonados pela pessoa que a rejeitou. A duração média desde o começo da desilusão até a inscrição dos participantes foi de 63 dias e todos os participantes tiveram alta pontuação em um teste psicológico que mediu o grau de paixão sentida. Todos eles disseram que gastaram mais de 85% de suas horas vagas pensando na pessoa que o rejeitou e que ansiavam pela sua volta.

Ainda como parte do estudo, cada participante observou uma fotografia do seu ex e então completou um simples exercício matemático como forma de distraí-lo de seus anseios românticos. Por fim, viram outra foto, desta vez de um amigo. Com isso, os pesquisadores descobriram que olhar para fotografias dos ex-namorados estimulava mais áreas-chave dos cérebros dos participantes do que as fotos "neutras".

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