
Antidepressivos, drogas para combater o diabetes, diuréticos e até mesmo remédios tarjados contra epilepsia, com efeitos colaterais fortíssimos, têm sido usados como emagrecedores no Brasil. O aumento dessa prática, dizem os especialistas, é uma consequência esperada da restrição aos emagrecedores ocorrida no país ao longo deste ano.
Desde a última sexta-feira (9) está proibido o comércio de anfetamínicos (femproporex, manzidol e anfepramona). Também a venda de sibutramina passou por mudanças: o paciente, agora, tem de assinar um termo em que reconhece os riscos ligados ao consumo da substância.
Já os riscos envolvidos no uso de remédios fora da indicação prevista na bula, prática conhecida como off label, costumam passar despercebidos.
"Já sabíamos que a retirada dos anorexígenos levaria ao aumento do off label. E temos percebido isso no dia a dia da prática clínica", comenta o endocrinologista Alexander Benchimol, diretor da Abeso (Associação Brasileira para o estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
Sibutramina também tem restrição
A norma da Anvisa também apresenta novas restrições para medicamentos a base de sibutramina.
Entre as novidades, está a obrigatoriedade dos profissionais de saúde, empresas detentoras de registro e farmácias e drogarias de notificarem, obrigatoriamente, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária sobre casos de efeitos adversos relacionados ao uso de medicamentos que contém sibutramina.
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